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Channel: MetallicA – Minuto HM
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Por que ainda assistimos W. Axl Rose e sua banda?

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W. Axl Rose – vocalista do Guns N’ Roses

O rock não parou. Pode não ter atrações que chamem atenção do leitor do MHM, mas é possível conhecer centenas de bandas novas a cada semana, que fazem seu som; na maioria das vezes saindo de qualquer tipo de rótulo, conjuntos no mundo inteiro (especialmente na Inglaterra) continuam fazendo seu som, arrebatando fãs em seus países e quando dão sorte do casamento “publicidade x novidade” (eu explico isso em outro momento), conseguem carreiras que passam dos “15 minutos de fama”. Bandas como Foo Fighters, My Chemical Romance, Panic At Disc, Imagine Dragons, Magic Numbers, Muse e tantas outras até enchem estádios mesmo que ainda não possuam uma grande biografia, exceção seja feita à banda de Dave Grohl.

O heavy metal, na sua essência, não produz mais bandas e o hard rock está tão datado que os grupos que faziam este tipo de som precisaram se re-inventar e nesta de achar uma nova abordagem musical ficaram pelo meio do caminho de suas carreiras. O que podemos falar de Kiss, Aerosmith e Bon Jovi, três legítimos representantes do hard rock americano? Poderíamos incluir outras bandas mas ficaria até mais difícil fazer uma análise dos últimos trabalhos.

Fiz essa pequena introdução porque pra mim ainda é um mistério (embora eu tenha suspeitas) porque pessoas ainda pagam para assistir à banda de W. Axl Rose (me nego a chamar de Guns N´Roses), um ex-cantor em atividade, que normalmente chega com duas horas de atraso às suas apresentações, além de contar com o repertório que tem no mínimo 25 anos, idade superior a maior parte do público que vai assisti-lo.

Eu já disse em outras ocasiões que é MUITO importante que enquanto tivermos oportunidade devemos testemunhar nossos ídolos. Numa previsão otimista, até 2020, muitas das bandas e artistas que cultuamos, não estarão mais em atividade pelos mais diversos motivos. Dá para imaginar Ian Gillan cantando com Deep Purple aos 74 anos? Infelizmente não. Só que Axl Rose, o genial músico e compositor, dono de canções inesquecíveis como “November Rain” e “Welcome To The Jungle“, não é a sombra da sua própria fama conquistada com méritos junto aos seus antigos companheiros. A banda Guns N´Roses (agora sim!) foi impecável “discograficamente falando” até “Use Your Ilusion 1 e 2” e depois, com um controverso “Chinese Democracy” (o disco que ninguém “ouviu”), ganhou elogios da crítica mas não tem no coração do fã mais ardente mais que uma canção deste LP.

Axl não consegue cantar seus falsetes e virou um “cover” (curiosamente o colunista do UOL usou mesma expressão para falar do show do último dia 28) de mal gosto de si mesmo. O loirinho que corria de um canto a outro com fôlego “de menino”, agora usa um figurino cujo o chapéu é obrigatório, talvez para esconder as poucas madeixas, mas isso pouco importa. O grande “lance” é que se este artista fosse brasileiro e não tivesse o carisma e a a boa trajetória, estaria renegado a se apresentar em “Festas Ploc” ou se juntando à Paul Di’Anno (Iron Maiden), Eric Martin (Mr. Big) e Jeff Scott Soto como músico respeitado pela história que construiu…

… mas então, se o que eu disse não é apenas uma opinião isolada, por que tanta gente se dispõe a assistir Axl e banda?

Uma das minhas opiniões é que as pessoas não estão indo ver o cantor, o compositor, o pianista e arranjador. Fãs do mundo inteiro estão ali para verem o cara que um dia jogou um telefone da janela do hotel ou mesmo que atirou uma cadeira em um lobby de outra azarada hospedagem em algum lugar do mundo. Vão assistir o cara que escreveu (um belíssimo) manifesto sobre a situação política da China no encarte importado de “Chinese Democracy” e as consequências do comunismo naquele país. Querem estar perto do cara que simplesmente esnobou a presença de Slash, Duff (McKagan) e (Matt) Sorum, achando ele, que na companhia de músicos tão competentes quanto os que possui, não precisaria recorrer aos desafetos. Se não com todos, o maior deles, Slash. Talvez seja por isso que tenha um admirador de luxo do músico sob a alcunha de DJ Ashba.

Se por um lado acho que Axl deveria seguir sua vida, se assim acha justo, me esforço para absolver o cara que paga entre R$ 200 e R$ 500 reais para assistir um cantor decadente, um Benito de Paula com pedigree (com todo o respeito ao músico brasileiro por quem tenho apreço e admiração), que só tem consigo, um livro do impecável passado debaixo do braço, utilizado jocosamente, a cada anúncio de turnê na qual ele fará tudo que se espera: cantar mal, chegar atrasado e dar atenção à canções mais recentes – em um determinado momento do show – que ninguém deu. Só ele.

Sei que alguns advogados do americano estão com dedo em riste, pedindo ao juiz que pare minhas acusações, mas para não dizer que estou sendo por demais rigoroso vejamos a situação de seus contemporâneos:

- Sebastian Bach (Skid Row) não está em plena forma para jogar uma Copa mas continua cantando adaptado à sua nova tessitura vocal. Educado, sabe que aqueles agudos ficaram em 1991;

Jon Bon Jovi (Bon Jovi) sempre foi um cantor de voz feia mas mesmo sua feia voz mantém-se às características iniciais. Vez por outra dá seus gritos afetados sem comprometer em nada sua performance nos clássicos da banda de New Jersey;

Vince Neil, tirando as questões do peso (sabe-se até que o músico fez um intenso tratamento), também é outro que não faz feio com o Mötley Crüe. Com uma lembrança pertinente: a banda californiana tem sua história sendo contada a partir de 1981!

Eu poderia citar tantos outros músicos que ainda dão conta do recado e alguns poucos que estão indo de mal a pior (Paul Stanley e Geddy Lee, por exemplo) mas mesmo os dois senhores citados entre parênteses não estão tão patéticos quanto Axl. Com um detalhe: ambos perto dos 70.

Nem (Ian) Gillan e Ozzy estão em tão má forma vocal e olha que a vida deles já cobrou o preço de ambos várias vezes, mas parece que a dupla de ingleses são highlanders do rock and roll, graças à Deus.

Há um outro diagnóstico sobre a veneração: ausência de novos ídolos. Não surgem mais músicos talentosos igualmente carismáticos, ao menos no rock mais “pesado”. Chris Martin (Coldplay), Bono Vox (U2) e Myles Kennedy (Alter Bridge) são exemplos de músicos bons de palco, mas eles são cada dia mais raros. Talvez por figurarem como bons moços, não reforçam o estereótipo de músicos problemáticos.

Quero que este texto amplie a discussão e não fiquemos com os tomates na mão apontados para o músico, ainda uma referência no rock. Será que a atual geração será capaz de nos dar uma noite de diversão e talento sem que seja necessário recorrer ao que acontece do lado de fora para valorizar o que vai ocorrer no palco?

 


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As mais pesadas mãos direitas da guitarra

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Ao longo destes 5 anos (e tanto) de blog, vimos os materiais publicados neste espaço ficarem mais complexos, mais analíticos, e os comentários caminharem da mesma forma… e QUE BOM que isso vem acontecendo, tornando este espaço realmente único.

De qualquer forma, há alguns posts aqui que são verdadeiras “iscas” para fomentarem ótimas discussões nos comentários, e é o que eu tentarei fazer neste caso.

A senhora mão direita de James Hetfield (março/2014)

A senhora mão direita de James Hetfield (março/2014)

Volta e meia, quando estamos no meio de algum papo envolvendo especialmente riffs, comentamos das tais “mãos direitas pesadas”. E minha proposta aqui é justamente abordar este aspecto, mas da seguinte forma: não necessariamente a tal “mão direita” é o “melhor” guitarrista, ou faz “as melhores músicas”, ou ainda as músicas com mais peso mesmo.

Eu explico: nosso mestre absoluto Alexandre B-Side Tony Iommi (ok, ele é obviamente canhoto, mas vocês entenderam a proposta) não é dono da mais pesada mão dos captores, mas o SOM que é emitido tem aquele peso único que tanto gostamos. Iommi pode e deve obviamente ser citado em qualquer coisa quando se fala de guitarra no mundo da música que apreciamos, mas não é este necessariamente o ponto – nem solo, a não ser que o solo se destaque também por isso – aqui o negócio é peso, e palhetadas!

O thrash metal será provavelmente o estilo que mais abordaremos no post (é o mais fácil / óbvio também), então vou logo mencionar os meus exemplos, ficando “apenas” com 2 imediatos exemplos do chamado Big Four (dando espaço para outras tantas mãos no gênero específico e também para os outros estilos).

Começando com o dono da foto do post com sua monstruosa e elefantística mão direita, James Hetfield, com Disposable Heroes:

Vamos agora para o Megadeth com outro expoente absoluto do tema do post – Dave Mustaine, com a “one and only” Train Of Consequence:

Se gostarem da ideia, é possível, obviamente, prolongarmos o papo para mãos no baixo – quem sabe em um próximo post?

Enquanto isso, vamos  aos comentários das mais pesadas mãos… e que fique absolutamente claro: eu falo mão direita, mas os canhotos são bem-vindos… tragam seus exemplos…

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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Direto do Túnel do Tempo – Capítulo 6 – A definição do termo Heavy Metal

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Heavy Metal imagem

Srs habitantes do Minuto HM:

Antes de tudo, faço um pedido: ao iniciarem a leitura deste post, coloquem os três vídeos abaixo para tocar, um a um.

Isso dito, ou melhor, escrito, vamos seguir…

O termo ” Heavy Metal” tem, segundo os diversos pesquisadores, diversas origens. Até hoje vários conhecedores tem dificuldade de encontrar a verdadeiro início do  gênero, comumente atribuído a canções de meados da década de 60. Alguns chegam a pensar em algo ainda anterior, no final da década de 50.

Canções como You Really Got Me, de 1964 (The Kinks), Helter Skelter, de 1966 (The Beatles) ou mesmo Summertimes Blues (Blue Cheer, em um cover de Eddie Cochran) e Born To Be Wild (Steppenwolf), ambas de 1968, são, por diversos entendedores, as pioneiras na concepção do estilo. Born To Be Wild é provavelmente a primeira canção ao trazer o termo “Heavy Metal Thunder” em sua letra.

Além disso, diversas bandas são as consideradas como criadores do estilo musical: não há como não pensar em Led Zeppelin, Deep Purple ou Black Sabbath para incluir em uma primeira lista.

O propósito deste post, no entanto, é diferente: eu gostaria de pedir aos profundos conhecedores deste blog que indiquem aqui os álbuns que consideram não a origem, mas a essência do que é o Heavy Metal. A tarefa é árdua, mas fui buscar do maior dos filósofos aqui do blog a tal resposta, a qual assino embaixo. Assim, Diretamente do Túnel do Tempo, em uma pérola em formato de e-mail de 2007, trago abaixo a definição de Heavy Metal em álbuns pelo grande Rolf:

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RE: Minuto HM – VH não retorna e EVH se interna

Rolf Neubarth

12/03/2007

Para: Machado, Claudio Marcos Villanova, Alexandre Teixeira Pontes

Cc: flavioteixeirapontes, Rolim, Eduardo , arturcirio, rio2nyc, Lobo, Joaquim [CIB-IT], Magalhaes, Wagner , Malentacchi, Marcelo , marcosdmustaine, mleoncini, Pereira, Clovis

Folks,

Ao morrer coloquem na minha lápide a seguinte inscrição:

“Holy Diver….Pra mim,até hoje não apareceu uma definição de Heavy Metal

melhor do que esta obra prima…..Se algum moleque vier me perguntar:

Aí, velho, como é que esse tal de Heavy Metal? Eu chamo o cara , e falo
Ouve isso aí,e daqui a 500 cds ,a gente conversa de novo….” mas primeiro  ouve o Holy diver seguido do Dehumanizer e do Powerslave

Rolf Henrique Neubarth”

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Bem, depois de tamanha aula de entendimento da definição do Heavy Metal, eu peço a todos aqui que tragam aqueles álbuns que consideram o ” Crème de la crème”  do estilo.

Eu não poderia concordar mais com o que o Rolf acima trouxe, mas também vou colocar algumas sugestões (se as mesmas acabarem por não surgir), nos comentários deste post.

Direto do Túnel do Tempo e aguardando os comentários de todos…

Alexandre B Side


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Série de pesquisas sobre “Instrumentos”– escolha o seu preferido

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guitarras8

Galera,

estamos iniciando mais uma série de pesquisas no blog. Desta vez, a ideia, original do B-Side, é realizarmos um levantamento de instrumentos para colocarmos em votação. Para tal, a cada pesquisa, listaremos um músico e alguns de seus instrumentos mais usados / importantes / consagrados (no máximo 10).

Nas pesquisas, serão trazidos guitarristas, baixistas e bateristas. A série é aberta, ou seja, todos que tiverem interesse podem escolher um músico, assim como alguns dos modelos de instrumentos usados por ele, e criar um post / pesquisa para votação do instrumento predileto. Assim, convidamos então a todos para participarem da série, escolhendo músicos e seus instrumentos para votação.

Para cada pesquisa, será apresentado um músico e a respectiva lista de instrumentos em votação. Deve-se votar no instrumento predileto de acordo com qualquer critério – o que mais gosta, o mais clássico, algum detalhe mais bonito ou relevante, etc. Cada votação durará duas semanas e o resultado final ficará no próprio post da pesquisa.

Este post estará em constante atualização – a cada post / pesquisa, será atualizado com os links dos respectivos músicos e seus instrumentos.

Eis abaixo alguns nomes já considerados – 6, 6, 6 de cada instrumento:

 

GUITARRISTAS:

Adrian Smith

Eddie Van Halen

James Hetfield

Jimmy Page

John Petrucci

Vivian Campbell

 

BAIXISTAS:

Geddy Lee

Geezer Butler

Gene Simmons

Michael Anthony

Paul McCartney

Steve Harris

 

BATERISTAS:

Alex Van Halen

Eric Carr

Lars Ulrich

Mike Portnoy

Neil Peart

Nicko McBrain

 

Participem!

[ ] ‘ s,

Eduardo, Alexandre B-Side e Flavio Remote.


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Qual a influência de um produtor?

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mesa_somEsta sempre foi uma questão que me deixou curioso. Qual o poder de influência de um produtor na gravação de um álbum de uma determinada banda? Em até que ponto a mudança de um produtor pode alterar a sonoridade de um banda?

Geralmente a alteração de um produtor dá-se no período “entre-álbuns” e sempre ficou a dúvida se uma eventual alteração da sonoridade de uma banda teria se dado por uma evolução natural da banda.

Me deparei com este caso da banda “The Cult”. Depois do sucesso do álbum “Love” (1985) e sua pegada um tanto gothic rock, a banda voltou aos estúdios para gravação do novo LP, chamando o mesmo produtor, chamado Steve Brown. Eles chegaram a gravar o álbum inteiro no verão de 1986 no Manor Studios que seguia, como vocês poderão perceber, uma linha musical semelhante ao seu antecessor e que seria chamado “Peace” (depois do álbum, “Love”, o álbum “Peace” – mais flower power fora de hora impossível, hehe). Abaixo temos um exemplo destas sessões, que foram lançadas como “The Manor Sessions” lançado após o álbum original, em 1988:

Só que a banda não teria gostado do resultado e contratou o produtor Rick Rubin (na época conhecido por seus trabalhos com Public Enenmy, Run DMC, Beastie boys e Slayer (Reign in Blood) que mudou completamente o som e até o nome do álbum (alterado para Electric). O resultado, todos nós conhecemos, com um som mais direto, mais pesado e mais cru e, diria eu, um dos melhores álbuns da década de 80. Aqui, a mesma música, Peace Dog:

Electric foi um sucesso comercial. Depois de “Love” ter atingido a posição 4 nas paradas britânicas, “Electric” chegou a 3º lugar. Obteve, também, disco de platina nos EUA.

Termino com uma pergunta: alguém saberia de outros exemplos como este acima, ou seja, do efeito do produtor em uma banda, numa mesma música?


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Colaborações entre diferentes mundos: ideologia, fama / dinheiro ou (nobre) tentativa?

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diferentes_aquarios_peixesQuando vemos colaborações entre artistas ou bandas de uma maneira geral, uma coisa é inegável: há minimamente um mínimo de repercussão envolvido. Claro que tudo depende de uma série de variáveis, momentos e até mesmo do tamanho da colaboração – além do tamanho dos envolvidos. E quando uma colaboração é com um mundo diferente, normalmente a repercussão ganha ainda mais exposição.

O assunto é grande e se pensarmos em grandes contribuições de mundos diferentes (para focarmos na proposta do post), temos muitos exemplos. Mas a motivação deste post foi dada por duas recentes notícias envolvendo Paul McCartney e colaborações, digamos, não dentro exatamente do mesmo mundo.

Por mais que eu entenda – e chegue a concordar em muitos momentos – que Beatles e depois a carreira solo de Macca possa ser considera por muitos mais perto do pop do que do rock, um exemplo que podemos pegar é a junção de Macca com Michael Jackson para trabalhem em Say, Say Say, lançada 1983. Considero este um caso de sucesso absoluto independente do quesito que olhemos, mencionado ou não na pergunta que traz o título deste post.

Mas os mundos são mais “distantes” quando pegamos ainda Michael Jackson convidando Eddie Van Halen para o emblemático trabalho em Beat It. É um outro exemplo bem sucedido, independente do prisma.

Entretanto, o foco do post é falarmos de outras situações. Situações mais inusitadas ainda onde vemos, por exemplo, Paul McCartney sendo convidado (e aceitando) participar em uma música com (confesso, tive que consultar os nomes) Kanye West (um rapper) e Rhianna (cantora pop, que foi headliner em uma noite do Rock in Rio 2011, em minha opinião injustamente tendo Sir Elton John abrindo para ela).

No caso acima, eu fiquei com uma pergunta na mente: PARA QUE? Independente da qualidade da música, qual o objetivo? Como neste espaço é desnecessário comentarmos sobre o que Paul McCartney representa para a música e para o mundo, pensemos nos outros 2: novamente independente de questões de gosto, são artistas famosos, ricos, bem sucedidos, com sua base de fãs (que naturalmente são menos fiéis que normalmente vemos no rock, hard e metal)… então, para que?

Minha conclusão vai para a ideologia. Pode não ser a correta, mas dinheiro / fama estaria sempre à frente mesmo, até em casos como este? Se pensamos que o single FourFiveSeconds fica em destaque na iTunes e vende bem, será então que é este mesmo o objetivo?

Eu penso em ideologia pois Macca pode deixar sua marca inclusive para artistas que não precisam “de ajuda” em termos financeiros e de fama, mas que podem “beber de uma fonte” como a de Macca. Afinal, tem o lance da idade, da continuidade, da mensagem. A ideologia é muito bonita em se pensar e gostaria de realmente ir para este caminho. A participação de Macca é mínima, no violão.

Já a música, infelizmente, achei uma verdadeira porcaria – longe da qualidade que se espera quando se pensa em Paul McCartney / Beatles:

McCartney já havia gravado com o rapper em questão e novamente rolou uma colaboração. Foi engraçado (triste, na verdade) pois nesta última colaboração, a internet foi inundada de mensagens de fãs dos outros 2 artistas, especialmente do rapper, dizendo coisas como “Eu não sei quem é Paul McCartney, mas Kanye dará uma carreira a este cara com esta canção!” ; “Quem é Paul McCartney? Por isso eu amo o Kanye, por dar uma chance para artistas desconhecidos”; “Kanye tem um ótimo ouvido para talentos. Este Paul McCartney vai ficar muito famoso”. Pior de tudo: não é piada – tornou-se, mas não nasceu como piada.

E agora temos a notícia que Lady Gaga e Macca estão em estúdio em uma colaboração e que, ao que se noticia, o convite partiu do Sir. Além de Macca, temos Mike McCready, do Pearl Jam, além de outros membros da banda de Paul, como o batera Abe Laboriel.

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É neste ponto que quero abrir a discussão nos comentários: PARA QUE? É dinheiro “apenas”? É pela fama / aumento dela? É diversão? Ou seria uma tentativa de realmente se criar algo? Quando vemos Kiss com Lady Gaga, a gente já sabe a re$po$ta, mas é sempre assim?

E se formos falar “apenas” de dinheiro, algumas perguntas seriam:

  • a contribuição é necessária – se justifica?
  • os artistas vendem mais quando fazem single independentes ou colaborativos?
  • os fãs de cada um dos “mundos” querem isso? Ou prefeririam ter material independente?
  • o que vende mais? Uma colaboração de diferentes mundos ou um single independente?
  • sem falarmos de qualquer preconceito, o fã DEIXA de um dos mundos deixa de comprar quando vê uma colaboração de um mundo que ele não gosta?
  • o colecionador “coleciona apenas por colecionar”?
  • cada um na sua é melhor que “correr riscos”?
  • ainda existe algum tipo de “ingenuidade” de uma tentativa de dar certo, musicalmente falando?

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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Fé até demais: Faith No More anuncia novo disco e é confirmado no Rock In Rio 2015

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Dustin Rabin Photography, Faith No More, FNM, Dustin Rabin

Da esquerda para direita: Jon Hudson, Billy Gould, Mike Patton, Mike Bordin, um cara que ganhou 50 dólares e Roddy Bottum

Uma das bandas mais importantes dos anos 90 lançará disco após 18 anos de hiatus fonográfico; o Faith No More anunciou “Sol Invictus” para o dia 19 de maio. O último disco da turma californiana foi o mediano “Album Of The Year” (1997).

Ainda com Mike Patton (vocais), Billy Gould (baixo), Roddy Bottum (teclado), Mike Bordin (bateria) e Jon Hudson (guitarra), a banda perdeu muita personalidade com a saída do guitarrista Jim Martin, após a turnê de (o melhor disco pra mim) “Angel Dust” (1992).

No derradeiro álbum de 1997, o som do grupo parecia confuso e sem uma direção definida. Talvez fruto das discussões entre o patrão Billy Gould (já repararam que baixistas quase sempre são os ‘donos’ das bandas?) e o vocalista Mike Patton e suas dezenas de projetos. Por isso mesmo, no ano seguinte, a banda deu suas atividades como encerradas.

Em 2009, sempre convidada para inúmeros festivais, especialmente na Europa, onde teve a carreira consolidada quando percorreu o mundo com o Guns N´Roses na turnê do vitorioso “Use Your Illusion” em 1992 (o MetallicA teria também a honra na perna ‘americana’ da turnê), o FNM anunciou seu retorno aos palcos, tendo retornado ao Brasil em duas ocasiões: em 2009 na edição paulista do Maquinaria e em 2011 no SWU.

Há algum tempo a banda lançou o single “Motherfuck*r”, causando um certo rebuliço nas redes sociais. Mesmo sendo uma faixa morna perto das canções já lançadas, o FNM volta ao mercado quando seu estilo ‘esquizofrênico’ de fazer rock (a banda já foi comparada ao RHCP, mas com os álbuns as comparações findaram-se) em um momento que os anos 90 possuem pouquíssimos representantes em atividade.

Nossa torcida é que “Sol Invictus” supra toda a carência de quase 20 anos, embora no fundo no fundo eu acredite mesmo – que pelas últimas apresentações da banda – a turma esteja querendo ganhar uma grana e se divertir.

O negócio anda tão sério, que a banda já tem turnê fechada para este ano, começando por Tokyo no próximo dia 17 de fevereiro, passando por Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos (em Nova Iorque a banda toca no pequeníssimo Webster Hall), Alemanha, Itália, Áustria, República Tcheca, Holanda, Reino Unido (participando do Download Festival), França, Bélgica, encerrando este braço da turnê no Canadá no distrito de Montreal entre os dias 7, 8 e 9 de agosto de 2015.

Com muitos fãs no Brasil, a banda pode passar aqui ainda em 2015. Pô, Medina, me ajuda aí!

Nota do editor: Pára, pára, pára, pára!!! A banda foi anunciada hoje como uma das atrações do Palco Mundo e fará a festa dos fãs brasileiros na edição do Rock In Rio 2015. 

Vale lembrar que o FNM se apresentou em 1991 no Rock In Rio 2 e graças à sua apresentação, sua notoriedade e fama no país cresceram e seu público se apaixonou pelas performances ensandecidas de Mr. Patton. Hora de comemorar.

Daniel.

Revisou: Eduardo [dutecnic].


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Discografia MetallicA – parte 9: nascimento do Thrash Metal

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O objetivo deste capítulo é fazer uma “ponte” para o efetivo início da Discografia MetallicA por aqui.

Nele, veremos um pouco de como o mundo ganharia uma nova cena que popularmente ficaria conhecida como “thrash metal” e quais foram as outras bandas que também desempenharam papéis fundamentais para o nascimento e principalmente para a consolidação deste novo gênero do metal, além do próprio MetallicA.

ThrashMetalLogo

Para tudo há um ponto de partida, mesmo que por muitas vezes e especialmente no mundo da música o início de algo possa ter diversas vertentes e teorias. Mas para o thrash metal, é ponto comum entre os admiradores do gênero que a principal influência das bandas viria da New Wave Of British Heavy Metal (NWoBHM), representada por muitas bandas, mas em especial o Iron Maiden e mesmo por nomes que surgiram antes deste próprio movimento existir, casos do Judas Priest e Motörhead (esta última uma das mais citadas bandas de referência ao MetallicA).

A região que lideraria o movimento seria a americana Bay Area, ainda que do outro lado do país, em NY, o movimento também ganharia alguns adeptos. Mas há também bandas importantes de outros locais, como Canadá, México, Alemanha, Polônia, Japão, Austrália e no próprio Reino Unido – além do Brasil, com o Stress. A banda de Belém é popularmente considerada a primeira banda de metal do nosso país. Roosevelt “Bala” (baixo e vocais), inclusive, diz que o Stress (nome que nasceu em 1977, apesar da banda existir desde 1974) é a verdadeira primeira banda de thrash metal do mundo, já que o primeiro disco homônimo da banda sairia antes do Kill ‘Em All (gravado no Rio de Janeiro em agosto de 1982) e já possuía os tais elementos do estilo.

Ainda sobre o Stress, é importante ainda destacar o período político do país – como não existia a liberdade de expressão, as letras da banda, assim como tantos outros artistas do país, também eram censuradas. André Chamon, entretanto, usava a criatividade para trocar palavras e termos considerados subversivos por outras de pronúncia parecida, como “lixo humano” por “lixo mano” na música “O Lixo”. O Stress teve papel fundamental no nascimento do movimento no país, inclusive abrindo portas para os novos garotos abrirem seus shows – entre eles, os garotos de Minas Gerais, fãs da banda, do Sepultura.

Mas voltando a falar do estilo como um todo no cenário mundial, o Thrash Metal possui características de diversos gêneros do metal que existiam até então e que influenciaram diretamente as bandas que começavam a aparecer. Algumas músicas setentistas também já apresentavam algumas destas características, como o Queen com Stone Cold Crazy, de 1974 (que futuramente seria largamente coverizada pelo MetallicA) e o Sabbath com Symptom Of The Universe (1975), que faria parte do repertório do Sepultura também para o Nativity In Black. A faixa do Sabbath também seria uma clara influência para o caminho do MetallicA e os músicos que consolidariam o thrash: Diamond Head e sua Am I Evil? (outra que seria regravada pelo MetallicA).

Lars, até então, um fã sempre antenado com a cena européia de heavy metal e da NWoBHM, trouxe uma cópia do álbum Welcome To Hell (Venom). O impacto do disco de black metal também foi relevante não necessariamente pelas faixas, mas sim pelos “valores” ali presentes, como a ausência das características anti-sistema, acompanhados de um som veloz e agressivo. O Venom, em seguida, lançaria o álbum Black Metal e começaria a unir grupos que até então não se misturavam, como punks e skinheads, trazendo shows pirotécnicos “a la Kiss” com com letras influenciadas pelo Black Sabbath.

Até então a terminologia não havia efetivamente “nascido”. O MetallicA estava fazendo seus primeiros shows pela Califórnia e Lars e James entendiam que o som em que estavam envolvidos era algo não aceitável, especialmente em Los Angeles, por serem músicas muito rápidas, pesadas e “sujas”. A cena na segunda maior cidade americana estava envolvida com os sons do Van Halen, Mötley Crüe e Ratt, com refrões pegajosos e sonoridade muito diferente. O som que vinha do MetallicA era definido até então como power metal ou speed metal por Hetfield.

Com a consolidação do gênero a partir da década de 1980, surgiram expoentes do estilo ao longo das décadas. Abaixo uma listagem destes expoentes separada por região:

  • Bay Area (EUA) com MetallicA, Megadeth, Testament, Slayer, Exodus, Vio-Lence, Death Angel, Heathen, Possessed e Forbidden;
  • East Coast (EUA) – centralizada em New York, com influência no hardcore punk – velocidade ao invés de técnica. Anthrax, Nuclear Assault, Overkill, Toxik e Whiplash são os principais exemplos;
  • Britânicos – a cena britânica trazia um estilo mais parecido com o metal tradicional, ou seja, com menos agressividade e mais peso – Xentrix, Onslaught e Sabbat são os nomes que surgiram à época;
  • Brasileiros – consolidando-se especialmente a partir de 1990: Sepultura, Executer, MX, Violator, Korzus e Sarcófago;
  • Teutonic (Alemanha, Suíça e países nórdicos): especialmente a partir da metade da década de 1980, com Kreator, Destruction, Sodom, Tankard, Coroner, Holy Moses e Exumer.

Entretanto, foi Malcolm Dome, jornalista da revista inglesa Kerrang!, que usaria o termo “thrash metal” pela primeira vez apenas em fevereiro de 1984, fazendo referência à música Metal Thrashing Mad, do Anthrax.

Mas independentemente da nomenclatura usada, as bandas já estavam envolvidas com esta nova sonoridade, cujo estilo se consolidaria com o lançamento de uma série chamada “Metal Massacre”, que veremos no próximo capítulo desta série. Mas antes disso, este post trará um pouco do nascimento de outras bandas que foram fundamentais para a consolidação do thrash metal.

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ANTHRAX

Para falar da banda nova-iorquina, o Minuto HM convidou o Anthrax Brazilian Army, o fã clube brasileiro da banda e que conta com o Gabriel Souza (que conhecemos quando Rudy Sarzo esteve no Manifesto Bar) como um dos principais membros. Abaixo o texto-base do Gabriel, com alguns grifos e edições meus:

Tudo começou em 1981 com o pequeno e determinado garoto judeu Scott Rosenfeld, que hoje mudou seu nome legalmente para Scott Ian Rosenfeld. Scott e seu irmão Jason nasceram em NY e moravam no violento bairro do Queens. Por conta disso sua mãe não os deixava sair na rua e ambos ficavam em casa ouvindo rádio e logo se apaixonaram pelo Kiss, a banda do momento. Scott estudava na Bayside High School, mesma escola de Neil Turbin e Dan Lilker – este último o acompanhava todos os dia no caminho de ida e volta para escola.

Dan estava um ano atrás de Scott e Neil, um certo dia após uma aula de biologia sobre doenças, ele se empolgou e no caminho de volta para casa não parava de tagarelar com Scott sobre uma bactéria, Bacillusanthracis, mais conhecida como Anthrax. Scott então se virou para Dan e disse: “no dia que sua atual banda acabar, você e eu teremos uma banda chamada Anthrax”.

Scott então começou o projeto Anthrax sem Dan Lilker. Dave Weiss era o baterista, Kenny Kushner guitarrista e John Connely (que tempos depois formaria o Nuclear Assault com Lilker) foi o vocalista até Neil Turbin finalmente ceder e aceitar se juntar a banda em agosto de 1982. Pouco tempo depois, Lilker rompe com sua banda e se junta a Scott, Neil Turbin (vocal), Greg D‘ Angelo (bateria) e Greg Walls (guitarra). Após alguns conflitos, Greg deixa a banda.

É recomendado a Neil Turbin um “pequeno“ guitarrista. Seu nome era Dan Spitz e ele tocava em uma promissora banda chamada Overkill. Dan prontamente aceita o convite, tudo parecia correr bem e o Anthrax parecia finalmente ter estabelecido uma formação, correto? Não…

Greg D’Angelo recebe uma proposta de um grupo chamado White Lion, que segundo ele fazia mais o seu estilo, e o Anthrax então fica parado por algumas semanas. Até que, um dia, durante as férias de inverno, Scott conhece Charlie, um garoto que tocava bateria desde os 5 anos de idade e que era um aficionado por Kiss. Scott o convida para se juntar ao grupo, que agora finalmente estabeleceu uma formação (Scott, Lilker,Turbin, Spitz e Charlie). A banda começa a se apresentar regularmente por pequenos clubes da Big Apple.

O dinheiro do cachê era utilizado na gravação de algumas demos, porém como o dinheiro era escasso, as gravações logicamente eram de baixíssima qualidade. Determinados, Scott & Cia. começam a criar um laço com Jon Zazula (presidente da gravadora Megaforce) e Eddie Trunk (vice-presidente). Zazula tinha acabado de assinar com um grupo de São Francicso e conseguiu convencer os garotos a virem morar um tempo em NY para gravar. O grupo em questão era o MetallicA.

Zazula não gostou das primeiras demos do Anthrax e se recusou a assinar com a banda por diversas vezes, porém Eddie Trunk viu potencial no grupo e os orientou para que trouxessem uma gravação decente, e que compusessem músicas mais rápidas, algo parecido com o que a Megaforce estava produzindo na época. Scott e seus companheiros de banda decidem acompanhar as gravações do Kill ‘Em All para se envolverem mais sobre o som que a gravadora procurava. Ao se depararem com a situação precária de Lars e Cia. naquele momento (segundo Scott, eles estavam literalmente tendo que pedir dinheiro na rua para ter o que comer), o Anthrax decide ajudar e doa para o MetallicA uma geladeira, uma torradeira e algumas latas de sopa para que eles pudessem pelo menos comer uma vez por dia.

Por fim, Scott usa o dinheiro de sua Bar Mitzva para gravar uma demo de melhor qualidade, a faixa escolhida foi “Soldiers Of Metal“. Após entregar a faixa para Trunk e Zazula, a banda finalmente assina com a Megaforce o contrato para a gravação do primeiro álbum, “Fistful Of Metal“.

Neil Turbin carregando James Hetfield durante a tour do Fistful Of Metal, em um show em NY, 1983. Foto  do acervo pessoal de Neil Turbin

Neil Turbin carregando James Hetfield durante a tour do Fistful Of Metal, em um show em NY, 1983 (foto do acervo pessoal de Neil Turbin)

Logo após o lançamento do álbum, sob muitos conflitos, Neil Turbin dispensa Dan Lilker da banda e em seguida ele mesmo deixa o grupo. Charlie chama seu sobrinho que até então era roadie do grupo, Frank Bello, de apenas 16 anos, para assumir o baixo. Já para os vocais, Eddie Trunk indica a Scott um vocalista que ele havia ouvido cantar há pouco tempo em um pub de NY. Seu nome era Joeseph Bellardini, mais conhecido como Joey Belladonna.

A banda então lança seu primeiro EP, “Armed And Dangerous“ e embarca para sua primeira tour europeia, ao lado de Agent Steel e Overkill.

Anthrax (1982) Anthrax (1983) Anthrax (1983) Neil Turbin com Anthrax (1983) Anthrax na Disney (1984). Danny Spitz não pode brincar na Space Mountain por não ter o tamanho mínimo exigido. Scott Ian e Cliff Burton

Como curiosidades finais, em entrevista em agosto/2014 ao podcast The Metal Voice, Neil Turbin disse ter recebido um convite durante as gravações do primeiro disco do Anthrax, Fistful Of Metal, para se juntar ao MetallicA. “Johnny Z. (fundador da Megaforce Records) estava no estúdio ouvindo as músicas. Ele era manager do MetallicA à época, e disse que talvez eu devesse fazer um teste para a banda. Agradeci, mas recusei”.

E como já publicado por aqui no blog, há também um nome que se mistura na história do Anthrax e Armored Saint envolvido com o MetallicA: John Bush também foi um dos nomes a ser convidado por Hetfield para assumir os vocais do MetallicA, mas preferiu ficar no Armored Saint por fidelidade aos amigos de banda, que eram inclusive amigos de infância. John Bush assumiria os vocais do Anthrax pela primeira vez apenas em 1992, substituindo Belladonna.

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SLAYER

Proveniente de Huntington Park (subúrbio de Los Angeles), Califórnia, o Slayer nasceu em 1981. A banda foi fundada pelos guitarristas Jeff Hanneman (RiP) e Kerry King. A sonoridade da banda traz características únicas e sempre fiéis (e são responsáveis pelo desenvolvimento do thrash e death) sempre envolvendo complexos solos de guitarra, uso extremo de bumbo duplo e vocais predominantemente guturais. A banda usa em suas letras interpretações de temas extremamente fortes e polêmicos, totalmente foram de qualquer mainstream ou do sistema, com satanismos, religião, guerra e criminosos, como serial killers.

King, tentando formar uma banda, fez uma audição para uma banda e não gostou. No mesmo local onde rolou esta audição, viu Jeff Hanneman com sua guitarra e amplificador e, após ver o talento do guitarrista, perguntou-lhe se queria formar uma banda. O baterista Dave Lombardo foi recrutado quando ele conheceu King entregando pizza. Dave perguntou a King se ele era o cara que tinha mesmo todas aquelas guitarras que ele havia visto…

Já a dupla Jeff e Kerry recrutou o baixista e vocalista Tom Araya, que já havia tocado com King em bandas menores, sem grande expressão e, antes de se juntar ao Slayer, trabalhava em um hospital. Tom aprendeu algumas músicas pedidas e os primeiros ensaios aconteceram na sequência, cerca de uma semana depois, com bons resultados.

Tom Araya Jeff Hanneman Kerry King Dave Lombardo

Como muitos na época, a banda tocou versões covers do Iron Maiden e do Judas Priest em clubes e festas no sul da Califórnia. Estas bandas eram as mais ouvidas pelos membros da banda, assim como o Black Sabbath, mas foi Jeff Hanneman o responsável por apresentar aos colegas bandas com estilos mais rápidos, calcados no punk e hardcore. O Slayer também usava em suas primeiras apresentações muitas representações satânicas, como pentagramas, maquiagem pesada, espículas e cruzes invertidas.

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17/junho/1981: “Haunting The Chapel” tour – Hollywood Palladium

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Existe um grande rumor que a banda era originalmente conhecida como Dragonslayer, cuja inspiração teria sido um fantasioso filme americano de mesmo nome do ano de 1981 com um roteiro onde um rei teria feito um pacto com um horripilante dragão para deixar seu reino em paz em troca de sacrifício de virgens (rumor desmentido por King).

A banda foi convidada para abrir o show da banda “Bitch” no Woodstock Club em Anaheim (Califórnia), tocando oito músicas — sendo seis covers. Enquanto tocava Phantom of the Opera, do Iron Maiden, a banda foi vista por Brian Slagel, fundador da Metal Blade Records, que, impressionado com o desempenho da banda, reuniu-se com a banda no backstage e pediu-lhes para gravar uma canção original. A música seria “Aggressive Perfector” (com uma sonoridade similar ao que o MetallicA fez em suas primeiras composições) e sairia no Metal Massacre III.

Slagel, então, ofereceu a eles um contrato de gravação com a Metal Blade Records e assim a banda teria suas primeiras experiências profissionais, em um estúdio de verdade, de onde sairia seu primeiro trabalho, Show No Mercy, um álbum com características da sonoridade do Judas Priest misturado com Iron Maiden, mas tudo em uma velocidade característica do novo estilo. O disco foi gravado ainda sem patrocínios ou qualquer ajuda, sendo que os membros da banda usaram suas economias e pediram dinheiro a familiares na aposta pelo trabalho.

Uma curiosidade do álbum debut da banda é que Lombardo não usou pratos em seu kit de bateria durante a gravação original por uma influência direta de Slagel, que achava que o som ficaria melhor. Os pratos foram editados e adicionados posteriormente, por isso soam estranhos em alguns momentos. O próprio Dave Lombardo explicou como foi o processo em um workshop / workshow realizado em São Paulo, no dia 03/set/2014:

DiscMet_9_Slayer01 DiscMet_9_Slayer02 DiscMet_9_Slayer03 DiscMet_9_Slayer04 DiscMet_9_Slayer03 DiscMet_9_Slayer04 Kerry King e Jeff Hanneman DiscMet_9_Slayer06 DiscMet_9_Slayer07 DiscMet_9_Slayer08 DiscMet_9_Slayer09 DiscMet_9_Slayer10

Obs.: a rápida passagem de Kerry King no Megadeth será abordada mais abaixo neste post, na parte que cobre a banda de Dave Mustaine/

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OVERKILL

Mais um expoente americano do lado leste, o Overkill foi formado em 1980 em New Jersey a partir do fim de uma banda punk chamada The Lubricunts, que possuía Rat Skates e D.D. Verni. A dupla colocou um anúncio procurando por um vocalista e um guitarrista para criar uma nova banda, e tal busca foi preenchida por Bobby “Blitz” Ellsworth (que ganhou o apelido “Blitz” de Verni pelo seu alucinante estilo de vida) nos vocais e Robert Pisarek para as seis cordas.

Em seu início e sem o nome final “Overkill” definido, a banda gravou basicamente, usando o nome “Virgin Killers” (uma referência ao álbum do Scorpions de 1976, “Virgin Killer”), diversos covers de punk, como The Ramones, Connor Neeson, The Dead Boys e Aron mc Garrigle. Um pouco mais para frente neste início de anos 1980, a banda começou a adotar em seus setlists nomes como Judas Priest (Tyrant), Riot e Motörhead, com diversas músicas do então fresco Ace Of Spades e uma faixa de um “certo” álbum homônimo anterior, Overkill.

A partir de 1981, a banda passou por instabilidades em seu lineup, com grande variação na posição da guitarra. Robert Pisarek saiu e, em seu lugar, Dan Spitz foi chamado. Dan ficaria muito tempo no cargo e logo sairia para uma banda chamada Thrasher que, por sua vez, tinha em seu lineup ninguém mais, ninguém menos que o baixista nova-iorquino Billy Sheehan. Eles chegaram a gravar duas faixas de um esperado disco homônimo que, até o momento, ainda não viu a luz do dia.

Dan Spitz, então, se juntaria ao Anthrax, onde ficaria como guitarrista (e ocasionalmente backing vocals) de 1983 a 1995, ou seja, aparecendo desde o Fistful Of Metal. Dan só voltaria ao lineup do Anthrax rapidamente entre 2005 e 2007 durante a reunião do Among The Living.

Mas de volta ao Overkill, após a rápida passagem de Spitz, Anthony Ammendola, Rich Conte e Mike Sherry passariam pelo cargo de guitarristas, até finalmente o Overkill se estabelecer com Bobby Gustafson no final de 1982 / início de 1983. Nesta época, a banda já estava gravando mais material próprio, como Grave Robbers (renomeada depois para Raise The Dead), Overkill e Unleash The Beast (Within), que se juntariam a Death Rider (1981) e Rotten To The Core (1982).

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Bobby Gustafson

O Overkill passaria a tocar em algumas casas em New Jersey e New York, também com apresentações estilo teatrais e com maquiagem, sendo uma figura constante na L’Amour, uma casa no Brooklyn que abriu em 1978 para a demanda disco da época, mas que passou a contar com apresentações de gêneros do rock a partir de 1981 e contou com basicamente todos os grandes nomes do rock se apresentando, inclusive estas bandas thrash que iniciavam suas atividades à época.

Em 1983, a banda lançaria a demo Power In Black, que faria barulho no meio underground juntamente com nomes como Exodus e Testament. A demo proporcionou ao grupo duas aparições: a faixa Feel The Fire foi incluída na New York Metal ’84 e Death Rider apareceria no volume V da legendária série Metal Massacre. A banda também conseguiria seu primeiro contrato com a Azra/Metal Storm Records, que resultaria em seu primeiro e vendável EP, Overkill, de 1984, colocando-os em posição de destaque no movimento thrash daquele momento e chamando a atenção de Zazula, da Megaforce Records. Também passariam a abrir shows para o Anvil e para o MetallicA.

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Brain Damage Zine #1 (California, USA) - 1984. Editores: Vadim Rubin and Ron Nieto

Brain Damage Zine #1 (California, USA) – 1984. Editores: Vadim Rubin and Ron Nieto

A banda então assinaria com a Megaforce, para ter seu primeiro álbum de duração completa lançado, Feel The Fire (1985). Com o disco e a repercussão, a banda gastou boa parte de 1985 e 1986 fazendo a tour do álbum e atuando como banda de abertura para o Megadeth (que estava na tour americana do Peace Sells) e depois na Europa abrindo para o Anthrax e Agent Steel.

Assim como o Megadeth e principalmente o Iron Maiden, o Overkill também possui um mascote: Chaly, a “caveirinha voadora”, aparece na maioria das capas dos álbuns e materiais da banda e que, classicamente, é da cor verde, como o logo da banda.

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É interessante notar a questão do “timing” no caso do Overkill, já que eles foram a única banda que conseguiria um contrato com um label gigante (Atlantic Records, em 1986), mas não “estourou” comercialmente até a popularização das outras bandas do gênero, como o Anthrax, Exodus, Slayer, Megadeth, Testament e, claro, o MetallicA. Entretanto, conseguiu tardiamente números comerciais expressivos, mesmo assim.

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EXODUS

A história do Exodus se mistura com a do início do MetallicA, e o motivo disso (bem como um pouco da história da banda) já foi apresentado em detalhes no capítulo do Kirk Hammett desta discografia.

Uma curiosidade recente é que Gary Holt também faz parte do lineup fixo do Slayer desde 2012, após a triste morte de Jeff Hanneman, apesar de já ter substituído o saudoso Jeff desde 2011. Holt também deverá participar, inclusive, em futuros álbuns de estúdio do Slayer, apesar de não estar previsto que ele poderá contribuir e ser creditado por isso em termos de novas composições.

Gary era o técnico de Kirk Hammett e lembra que uma das primeiras coisas que aprendeu com Kirk com foi uma música dos Rolling Stones na guitarra. O resto da história é mais que conhecido por quem acompanha metal: Garry assumiria o posto deixado pelo guitarrista, sendo o principal membro da banda desde que Kirk que foi para o MetallicA que, por sua vez, estava substituindo Dave Mustaine, que fundaria o Megadeth na sequência…

A importância de Holt é tanta para o Exodus que Rick Hunolt, também guitarrista, apelidou a banda de “H-Team”…

O Exodus lançaria seu primeiro álbum de estúdio, o clássico Bonded By Blood, apenas em abril/1985, apesar dele já estar pronto desde julho do ano anterior (com a fita circulando e sendo bem aceita no underground). O motivo da demora, e que prejudicou inclusive a banda comercialmente no “timing” da explosão do gênero, foram problemas com a gravadora. Este primeiro álbum é o único que conta, em termos de discos tradicionais de estúdio, com Paul Baloff nos vocais (apesar dele estar presente na demo de 1982 também). Baloff foi demitido pelos seus excessos com bebidas logo após a tour do Bonded By Blood, e seu lugar foi preenchido então por Steve “Zetro” Souza, do Legacy (Testament) .

Ainda sobre o primeiro álbum, a sonoridade, especialmente com os solos deste álbum, bem como sua agressividade em termos de letras e riffs, viraram referências para o thrash e death metal. “A Lesson In Violence” e “Deliver Us To Evil” são formas de se definir este debut da banda, que contava ainda com Tom Hunting na bateria e Rob McKillop no baixo. Para os garotos que ouviam thrash na época, e para os mais radicais e fiéis ao novo estilo, o álbum era constantemente comparado com o Ride The Lightning, sendo considerado mais “puro” ao estilo que o segundo álbum do MetallicA, rivalizando apenas com o Kill ‘Em All.

Paul Baloff faleceu em 02/fevereiro/2002, aos 41 anos, após um AVC que lhe deixou em coma, seguido da retirada dos equipamentos de suporte pelos médicos. Steve Souza foi chamado para preenchimento dos compromissos assumidos da banda e muitas homenagens passaram a acontecer, inclusive com a participação de Kirk Hammett.

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TESTAMENT

Uma das maiores autoridades no estilo desde seu nascimento, o Testament vem de Berkeley, Califórnia. A banda apareceu em 1983 com outro nome, Legacy, que viria a ser o nome do primeiro álbum da banda. Eric Peterson e seu primo, Derrick Ramirez, ambos guitarristas, recrutaram para o Legacy o baixista Greg Christian e Mike Ronchette para as baquetas.

Derrick Ramirez, entretanto, logo passaria suas atribuições a um jovem adolescente guitarrista que, assim como Kirk Hammett (e Steve Vai, Larry LaLonde, Rick Hunolt, Andy Timmons, Charlie Hunter, Kevin Cadogan), estudou o instrumento com Joe Satriani: Alex Skolnick. Alex, mesmo jovem, já chegou com influências importantes: além de seu professor ser Satriani, ele admirava Eddie Van Halen, Jeff Beck, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Johnny Winter, Randy Rhoads e Yngwie Malmsteen, além de Scorpions.

Bem diferente da história da maioria dos músicos de metal e se seus próprios colegas de sua nova banda, Alex viria de uma família mais que culta: seus pais, Jerome Skolnick e Arlene eram ambos Ph.D da Yale University e lecionaram sociologia na UC Berkeley e na New York University.

Ramirez logo deixaria o grupo e a função de cantar para a entrada do vocal Steve “Zetro” Souza, antes da banda soltar sua primeiro demo homônima com quatro faixas em 1985.

As mudanças no lineup continuaram, com Ronchette saindo após a gravação da demo e substituído por Louie Clemente. Zetro também deixaria o cargo para entrar no Exodus e, para seu lugar, sugeriu Chuck Billy.

Para a gravação de seu primeiro álbum, o grupo foi forçado a alterar seu nome, já que uma outra banda, de jazz, já usava o nome “The Legacy”. Mesmo assim, a banda usou o nome original para seu primeiro álbum, que saiu apenas em abril de 1987 pela Megaforce Records, seguindo os passos das bandas do gênero. O lançamento deste primeiro álbum foi um sucesso no círculo thrash e comparações especialmente com a sonoridade do MetallicA foram feitas. Até hoje, é, mais que merecidamente, uma das referências ao estilo:

Uma segunda opção de nome que surgia à época para a banda era New Order, que também acabou sendo aproveitado para ser o título do segundo disco da banda. Por fim, Testament foi o nome final adotado. Com o primeiro álbum já os colocando com certo destaque e prestígio, a banda focou em apresentar-se ao vivo para consolidar-se, abrindo para o Anthrax (tour do Among The Living) em solos americanos e europeus. Desta tour, sairia o material para o EP de cinco faixas do show holandês no The Dynamo Fest, Live At Eindhoven, lançado em junho deste mesmo ano.

DiscMet_9_Testament_1987_01 DiscMet_9_Testament_1987_02 DiscMet_9_Testament_1987_03 Kusf Radio DiscMet_9_Testament_Eric Peterson, Greg DiscMet_9_Testament_Christian, Louie Clemente, Alex Skolnick and Chuck Billy DiscMet_9_Testament_Greg Christian (Bass)  Louie Clemente (Drums)  Alex Skolnick (Lead Guitar)  Eric Peterson (Rhythm Guitar)  Chuck Billy (Vocals)

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MEGADETH

A história do nascimento do Megadeth é a única totalmente dependente do MetallicA. E os motivos foram mostrados no capítulo desta discografia dedicado a Dave Mustaine.

Foi em abril de 1983 que Dave Mustaine foi demitido do MetallicA, tendo Kirk Hammett, do Exodus, como seu substituto em definitivo. Após a conturbada saída e retorno de Dave para Los Angeles para a casa de sua mãe, Mustaine forma uma nova banda, chamada Fallen Angels, que dura muito pouco.

Mustaine escuta a linha inicial de baixo de Runnin’ With The Devil, do Van Halen, vindo do apartamento de baixo. Neste outro apartamento, estava Dave Ellefson e o guitarrista Greg Handevidt. De ressaca, Mustaine gritou para que parassem de tocar e depois jogou um vaso de planta pela janela, acertando o ar condicionado do apartamento de Ellefson. Ambos subiram para o apartamento de Mustaine, pediram cigarros, e tiveram a seguinte resposta: “Tem uma loja na esquina”. Algum tempo depois, eles novamente bateram na porta de Mustaine, desta vez perguntando se ele poderia comprar cerveja. A resposta, desta vez, foi diferente: “Ok, now you’re talking”.

O trio passou a noite bebendo e conversando sobre música, além de Mustaine ter tocado a demo de No Life ‘Til Leather para Ellefson, que gostou muito do material, e foi assim que eles se uniram para tocarem juntos e formar uma banda onde Megadeth pudesse se vingar do MetallicA.

Ainda sem confiança para cantar, Mustaine adicionaria um ex-companheiro de Fallen Angels, Lawrence Renna (“Lor” Kane), que pouco ficou com o trio original. “Lor” Kane, entretanto, possui o crédito de ter falado a eles que deveriam se chamar Megadeth, nome então de uma música escrita por Mustaine.

Já a origem “oficial” do nome vem de quando Dave pegou um panfleto de um senador da Califórnia no chão do ônibus, logo após ter sido despedido do MetallicA. O papel era de um protesto contra as armas nucleares, cujo título era Megadeath (um milhão de mortes por uma explosão nuclear) e dizia “The arsenal of megadeath can’t be rid no matter what the peace treaties come to”. Dave achou esse termo um bom nome de decidiu tirar o “a” da palavra death, então para qualquer um não iria parecer que estava se referindo a morte.

Existem muitas definições para o termo Megadeth, ou normalmente chamado pela mídia, MegadeAth, com “a”. Dave Mustaine sempre fala que “o nome Megadeth representa a aniquilação do poder. O nome é pronunciado fonéticamente porque para nós o sentido é o mesmo. Se você pegar o dicionário verá que é uma hipérbole fonética (…) e nós queremos levar essa intenção de chocar, para onde nós formos”.

Após a saída de Kane, Dijon Carruthers assumiria a bateria, fechando o primeiro lineup da novata banda, apesar das constantes variações no instrumento que seguiriam a partir dali (Mustaine e Ellefson testaram 15 bateristas para a banda nesta fase). Em 1984, o Megadeth gravaria uma demo já com Lee Rausch na bateria no lugar de Carruthers, e Mustaine, após uma série de tentativas com outros vocalistas durante 6 meses, resolve assumir os vocais no último dia do ano de 1983. O episódio da saída de Carruthers foi bastante “peculiar”, sendo apontado como falta de confiança de Mustaine e Ellefson após o Carruthers querer esconder deles sua cor (negra) e se passar por espanhol. A dupla não entendeu o motivo desta tentativa de Carruthers em enganá-los, já que não haviam problemas relacionados a racismo.

No início de 1984, o Megadeth gravou uma demo com três faixas. Antes disso, o guitarrista Greg Handevidt saiu da banda para formar o grupo Kublai Khan, então as demos apresentaram somente Mustaine, Ellefson e Rausch, que continham as canções Last Rites/Loved To Death (grafada Loved To “Deth”), Mechanix e The Skull Beneath. E após alguns shows, Lee Rausch foi substituído pelo baterista Gar Samuelson.

A fita de Brian Lew com as 3 demos do Megadeth

A fita de Brian Lew com as 3 demos do Megadeth

Nos shows de apresentação das demos, o Megadeth contou com o guitarrista Kerry King. O guitarrista da também novata Slayer “saiu” de sua banda em plena primeira tour de origem e tocou com Mustaine por 5 shows, mas após estas apresentações, retornou ao Slayer, tranquilizando o restante dos membros do grupo de origem que já se questionavam se teriam que achar um substituto.

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Megadeth ao vivo com Kerry King – 19/fevereiro/1984

Mustaine assina com a Combat Records em novembro de 1984, um selo independente de New York que ofereceu o maior orçamento inicial para gravação e tour da banda. Killing Is My Business… And Business Is Good! é o primeiro álbum de estúdio do Megadeth, gravado em Malibu (Califórnia) entre dezembro de 1984 e janeiro de 1985, mas sendo lançado apenas em 12/junho/1985. Apesar de já ter contado com a ideia de seu mascote Vic Rattlehead na arte de capa original, ela foi perdida pelo estúdio. A capa para a edição da Combat Records foi, na verdade, uma versão de baixíssimo custo, deixando Mustaine e colegas de banda furiosos.

Capa da Combat Records para Killing Is My Business... and Business Is Good!

Capa da Combat Records para Killing Is My Business… and Business Is Good!

Para completar o lineup da banda, Chris Poland, que era colega de banda de Gar Samuelson na banda anterior chamada New Yorkers, conseguiu acesso ao backstage depois de um dos shows e “se ofereceu” para um audition com a banda, sendo contratado em dezembro de 1984, mês que o Megadeth faria seus primeiros shows “oficiais” em New York com o Slayer.

Ellefson, Mustaine, Poland e Samuelson

Ellefson, Mustaine, Poland e Samuelson

No verão de 1985, o Megadeth também faria tour no Canadá com o Exciter, com Mike Albert rapidamente substituindo Chris Poland. Para a festa da virada deste ano, o Megadeth tocaria em San Francisco com o MetallicA, Exodus e Metal Church.

Megadeth (1983) 1983: Brad Schmidt (roommate de David Ellefson), David Ellefson, Dave Mustaine, Greg Handevidt (outro roommate de David Ellefson), Jeff Yonker (amigo de infância de David Ellefson). Megadeth (1984) DiscMet_9_Megadeth01 DiscMet_9_Megadeth02 DiscMet_9_Megadeth03 DiscMet_9_Megadeth04 Lineup: Dave Mustaine, David Ellefson, Chris Poland e Gar Samuelson Lineup: Dave Mustaine, David Ellefson, Chris Poland e Gar Samuelson DiscMet_9_11_Megadeth

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A Discografia MetallicA voltará com o capítulo dedicado à compilação Metal Massacre, especialmente focando em seu início com a aparição da faixa Hit The Lights, de um tal “Mettalica”. Até lá!

[ ] ‘ s,

Eduardo.

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CAPÍTULO ANTERIOR: Discografia MetallicA – parte 8: Prólogo / Early Years (1980 – 1982)


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O poder de uma canção – O Queensrÿche constrói seu império

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QUEENSRŸCHE – EMPIRE

Ordem original do LP:

Lado 1: 1-Best I Can — 5:34 | 2-The Thin Line — 5:42 | 3-Jet City Woman — 5:22

Lado 2: 1-Della Brown — 7:04 | 2-Another Rainy Night (Without You) — 4:29 | 3-Empire — 5:24

Lado 3: 1-Resistance — 4:50 | 2-Silent Lucidity — 5:48 | 3-Hand On Heart — 5:33

Lado 4: 1- One and Only — 5:54 | 2- Anybody Listening? — 7:41

Lançamento: 21/08/1990.

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De volta aos posts depois de um indesejável ” hiatus “, trago aqui para o Minuto HM uma resenha do 3 vezes platinado álbum Empire, do Queensrÿche. O principal motivo para esta resenha (se é que uma resenha precisa ter uma razão) traz o fato do blog ter até o momento resenhas distintas, de diferentes autores, de seus primeiros três álbuns. Ficava para mim a sensação de uma espécie de lacuna em não ter por aqui o seu álbum mais famoso e mais vendido. A lacuna está sendo preenchida agora, numa resenha onde pretendo tentar explicar como a banda conseguiu chegar ao tão sonhado sucesso durante os anos de 1991 e 1992.

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Em 1988, no entanto, qualquer pessoa que estivesse antenada com a cena metal/hard rock da época imaginava que o fato do Queensrÿche não ter ainda chegado ao mainstream era talvez uma questão de estar ” no lugar certo, na hora certa “. Isso porque a banda já tinha atingido o público especializado, que ficou de boca aberta com o seu primeiro álbum, The Warning, de 1984. Além disso, a gravadora EMI deu ao conjunto um apoio bastante promissor, que trazia na ocasião um handicap de ter aberto os shows da tour do Kiss, em seu álbum Animalize.

Dois anos depois, o público recebeu com certa estranheza o segundo álbum, Rage For Order, mas ainda assim boa parte de seus fãs permaneceu fiel à banda, ainda que tenha ” rateado ” naqueles instantes iniciais, face ao direcionamento que deu uma guinada não somente no aspecto musical quanto também no visual, que acenava com roupagem e cabelos com estilo modernoso, até new-wave, meio ” Duran-Duran”. Com o terceiro álbum, Operation: Mindcrime, já em 88, não havia dúvidas: a banda tinha atingido um amadurecimento musical e chegado ao seu pico, trazendo um séquito de fãs que lhe deram o primeiro álbum de ouro, em 89.

O álbum, inovador, trazia algo poucas vezes tão bem definido: aliar o estilo metal ao audácia de um álbum conceito, tão mais comum na cena progressiva. E mais, a gravadora continuava a investir pesado na banda, produzindo 6 videoclips para promover Operation: Mindcrime, compilados em 89 no então Home Vídeo em formato VHS intitulado “Operation Video Mindcrime”. Abrindo para bandas como Metallica, Ozzy, Iron Maiden e para o “estourado” Def Leppard, o que faltava para o Queensrÿche conseguir que seu som ultrapassasse as fronteiras em atingir prioritariamente seu público especializado?

Bem, em 1990, a banda volta ao estúdio para as gravações de Empire. Independente do novo direcionamento musical, afinal a banda até aquele momento primava por não repetir fórmulas, fato que se seguiria pelo menos nos próximos dois álbuns durante a década de 90, o que se repete é o produtor de Operation: Mindcrime, Peter Collins, conhecido por seus trabalhos com o Rush. Em agosto, Empire é lançado e repete inicialmente a repercussão dentro de público fiel, ao lançar a faixa-título como single e videoclip.

Até ali, o que se apostava era que Empire pudesse sedimentar o seu público e arregimentar mais alguma fatia dentro seu gênero. O álbum, porém, era mais diverso e tinha deixado a temática conceitual de lado, além de apostar mais fortemente para um direcionamento hard rock e até flertar com pitadas de pop aqui e ali, tendo algumas baladas. As baladas, no entanto, não eram novidade para a banda: faixas como The Lady Wore Black (do EP homônimo de 1983), No Sanctuary (do The Warning) ou I Will Remember (do Rage For Order), entre outras, apontavam nesta direção.

O álbum caminha um pouco mais e está próximo de atingir o status de platina, mas ainda não consegue movimentar a indústria musical considerada do “mainstream”. No início de 1991 , eles vem ao Brasil para um set curto no Rock in Rio 2, onde tocam apenas 3 do novo álbum: a própria Empire, Resistance, que abria os shows da tour e Best I Can:

Em fevereiro, a EMI resolve apostar em Silent Lucidity, finalmente acerta em cheio no alvo, e tudo que se pode dizer é , como é citado em um dos jargões mais populares, o resto é história:

O ano segue mágico para a banda, que recebe a dupla platina em dezembro. Além disso, seus álbuns anteriores conseguem o status de gold álbum no início do ano. A banda segue tocando e faturando horrores, enquanto Silent Lucidity atinge o nono lugar na parada Billboard. Empire chega ao sétimo lugar das paradas e chegaria em 1994 a receber a platina tripla. Vários clips do álbum multiplatinado são presença constante na MTV, como Jet City Woman:

O cenário continua fabuloso para o Queensrÿche, que havia participado do MTV Awards, em 1991, sempre tocando Silent Lucidity.

A emissora resolve fazer um Unplugged com a banda, enquanto veicula novos clips, como o de Another Rainy Night ( Without You), que foi tocada no Bilboard Music Awards de 1991, vencido também por Silent Lucidity na categoria Rock Track:

Hoje, Silent Lucidity é o carro chefe da banda e a responsável por fazer do Queensrÿche mais um dos grupos considerados “one-hit wonders”, segundo este link. E aqui eu termino a retrospectiva da carreira do álbum Empire e o impacto inegável trazidos pelos frios e irretocáveis números atingidos pelo seu single Silent Lucidity para os seus autores enquanto banda (a música é de autoria exclusiva de Chris DeGarmo) e passo para uma reflexão que vai trazer minha opinião pessoal sobre o álbum. Afinal, o que faz Empire um álbum tão melhor que seus anteriores ? queensryche contracapa

A resposta pra mim é muito clara: nada… na verdade, eu entendo que o álbum cumpriu o papel de manter a qualidade do trabalho do grupo intacto, ainda que tenha acenado por caminhos ousados e que beiram um comercialismo que alguns fãs da banda talvez tenham ficados contrariados, pois faixas como a citada Another Rainy Night (Without Uou) ou Hand On Heart, baladas inapelavelmente comerciais, além de algumas faixas menos favoráveis, como a própria Resistance que abria os shows da ocasião, ou One And Only talvez não entrassem nos álbuns anteriores.

A abertura da primeira faixa, com teclados em primeiro plano devem ter feito os fãs mais ortodoxos se mexerem em suas cadeiras, mas o que se segue em Best I Can é uma boa rendição para a abertura do álbum, com uma letra otimista e riffs instigantes. Os momentos de mais “decibéis ” do álbum atendem pela faixa-título e talvez pela excelente e esquecida The Thin Line, que traz provavelmente o melhor riff do disco. Se pensarmos em faixas acessíveis, entendo que Jet City Woman acertou no tom, sendo facilmente aquela que melhor mistura a qualidade da banda e a tentativa de atingir o mercado. E assim, os momentos mais prog do álbum foram praticamente esquecidos, ainda que lá estejam, na ótima Della Brown e na faixa final Anybody Listening?, que se alterna entre uma “power-balad” em seu início pra crescer musicalmente no final , trazendo uma interrogação para o fechamento do álbum.

Enfim, isso pouco importa, pois em 1992 o Queensrÿche era tão forte que até esta faixa, com mais de 6 minutos, acabou por virar um videoclip que foi exaustivamente exibido na MTV (ainda que o mesmo tenha uma edição para um redução em um formato com pouco mais de 5 minutos).

Para mim, no entanto, não há prova mais inconteste da força de uma canção como Silent Lucidity do que o fato de um álbum como o Promised Land (o sucessor de Empire), com um conteúdo notoriamente mais instrospectivo ter atingido o status de platina tão pouco tempo após ter sido lançado (cerca de 2 meses) e com apenas um single.

Álbum nenhum do Queensrÿche cresceu em vendas tão rapidamente e fica claro aí o efeito ” Silent Lucidity” como o único responsável por isso. Afinal, para mim, este sucessor álbum é inegavelmente sensacional, mas… bem, deixemos o Promised Land quem sabe para um próximo capítulo…

Até mais,

Alexandre Bside


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17º Podcast Minuto HM – 15/agosto/2014

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Parece que a cada post que fecha um podcast, eu sou repetitivo em dizer que a loucura (no melhor sentido) desta reunião é cada vez mais legal e… maior em termos de duração.

Inicialmente programado para as 21h00, começamos um pouco antes, em uma tentativa de ainda conseguirmos rapidamente termos o Rolf conosco na noite, que infelizmente não deu certo. Inusitadamente, tivemos um Judas Priest com Hell Is Home saindo dos falantes do carro de Wagner Megadeth, que nos saudou no início do papo com a qualidade 3G que este país dá a seus usuários…

Enquanto isso, um estreante estava a postos para se juntar à galera: Itamar. Paulistano, corinthiano (acho importante ressaltar, claro), mas hoje morando no Distrito Federal e amigo de mais de uma década do Remote, ele teve seu debut no podcast e, como um bom corinthiano, “acreditou até o fim” e “resistiu” à maratona de NOVE horas e 12 minutos de gravação.

Com um background muito interessante sobre música, especialmente Pink Floyd para banda internacional e Raul para nacional, entre outras, acrescentou muito ao papo e logo se enturmou / acostumou com tantas regras – sim, o Remote soltou mais um termo que vai ficar – o tal “PDF de 268 páginas” das inexistentes regras para se participar de um podcast. Ao Itamar, as boas-vindas agora por aqui e que tenha sido apenas o primeiro dos podcasts!

A dupla Eduardo Schmitt (que também resistiu mesmo com o fuso horário ainda afetando) e Daniel também marcaram suas nobres e importantes presenças no papo, fechando o “staff” para a looooooooonga e novamente explicada “cavaca”. Assim, participaram desta edição:

  • Eduardo [dutecnic] como host;
  • Flavio Remote;
  • Alexandre B-Side (playback dos sons);
  • Itamar (estreia);
  • Eduardo Schmitt;
  • Daniel e
  • Wagner Megadeth (saudação inicial apenas).

Além das sentidas ausências do Rolf, do Claudio e do Abilio, algo engraçado aconteceu no início da tarde deste sábado: eu, que havia acordado e liguei o computador para deixá-lo fazendo o upload do podcast, entrei no Skype para conferir o sobrenome do Itamar para adicionar na tag do arquivo. O Skype toca e eu sem querer cancelo a chamada. Recebo uma mensagem de quem me ligara: era o JP, que pergunta: “cara, vocês AINDA estão conversando”? Sensacional!!

Ligo de volta e tenho o prazer de conversar rapidamente com esta outra sentida ausência, e ainda conhecê-lo por vídeo. JP, obrigado pelo retorno, pelo agradável papo e não, ainda não estamos fazendo maratonas ininterruptas de podcast, hehehehe. Contamos com você também para novembro!

Como já venho fazendo nas últimas edições, deixo abaixo alguns dos materiais que foram conversados no podcast para apreciação (ou não) de todos:

Sammy Hagar and David Lee Roth Tour 2002: Song for Song, the Heavyweight Champs of Rock and Roll – os vocalistas do Van Halen em tour juntos em 2002 (que, segundo Hagar, não acontecerá de novo):

Mick Jagger e os tais rankings que novamente lembraram o Rolf… e a tal comparação do riff de (I Can’t Get No) Satisfaction com… deixa para lá:

” Samples” dos filmes que entram nas músicas do Dream Theater:

Iron Maiden – Rock Am Ring 2014:

Boston – show de 1978:

Living Colour – Should I Stay or Should I go -Hollywood Rock 92:

Party ’til You Puke e Northern Lady, músicas do álbum Rock The Nations, do Saxon, que contam com a participação especial de Elton John no piano (o Sir estava gravando seu álbum Leather Jackets no mesmo estúdio):

Clips do King Crimson:

Como sempre, o podcast pode ser ouvido (por streaming) e/ou “baixado” no 4shared aqui (487 MB). Para fazer o download em formato MP3 para seu computador, clique no botão “Download Now” – o arquivo virá com a tag já devidamente formatada para seu MP3 player.

O teaser da edição anterior foi executado ao vivo e é histórico, pois vai sempre nos lembrar, além de toda a parte da música, do vexame da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo 2014, em nosso país. Para conferir / baixar da 16ª edição, clique aqui para o 4shared ou use o iTunes em seu computador / celular / tablet (10 MB).

Por fim, para o nosso 18º Podcast (que deverá acontecer em novembro/2014), a “lição de casa” sugerida é:

  • Violeta de Outono – Violeta de Outono – sugestão do estreante Itamar;
  • The Who – Who’s Next – pedido do Eduardo pela banda; consenso da galera pelo álbum e
  • Accept – Blood Of The Nations – sugestão antiga do Rolf relembrada pelo B-Side.

Obs.: os álbuns acima, inclusive com as devidas músicas demos / bônus / alternativas, quando aplicáveis, já estão em playlist na nossa Rádio Minuto HM, podendo ser apreciados do seu computador ou do seu dispositivo mobile. A exceção fica por conta de duas músicas da banda paulistana, não disponíveis por lá, mas a banda disponibilizou toda sua discografia de maneira oficial em seu site para streaming e compra (valeu a dica, Daniel). Abaixo o widget oficial que permite a audição completa do disco:

Valeu a todos e até a edição de novembro, que fechará 2014!

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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19º Podcast Minuto HM – 20/fevereiro/2015

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Ano novo, primeiro podcast do ano, e nenhuma novidade: um bando de malucos se juntam em uma sexta a noite como se estivessem na mesa do bar mais próxima de casa e sem qualquer planejamento ou intenção vão falando, falando, falando por 9 horas e 34 minutos (hm). Foi o maior “longcast” de todos até o momento em termos de duração – e o incrível é que faltou tempo (como sempre). Ou seja, realmente, nenhuma novidade.

A mesa do bar foi composta pelos seguintes 9 malucos:

  • Eduardo [dutecnic] como host;
  • Flavio Remote;
  • Alexandre B-Side (playback dos sons);
  • Itamar;
  • Eduardo Schmitt;
  • Daniel;
  • Abilio Abreu;
  • Rolf e
  • Marcus Batera.

Me recordo que, ao final do papo, sai do quarto que estava e fui em direção à cozinha. Achei que havia deixado a luz ligada… e era apenas a luz natural, a luz do dia. Foi mais uma risada entre muitas da noite.

Considero também que foi um dos podcasts que mais falamos sobre… música e heavy metal. Mais que nunca. Tivemos até a publicação de mais um post da série de instrumentos / pesquisas logo no início do papo. Mas também tivemos papo sobre os mais diversos assuntos que rodeiam o dia a dia de todos deste blog, passando pelos esperados “drops” de cinema, sempre bem conduzidos pela dupla (que não é sertaneja) Rolf e Daniel, futebol, tecnologia (nova e velha), sociedade, viagens, enfim… de tudo.

E falando em viagens, há de se destacar a participação do meu xará, Eduardo Schmitt, que estava simplesmente em um quarto de hotel em Manaus, mas participou de todo o papo, ajudando-o a ficar acordado até o horário de saída do hotel com destino ao aeroporto. Ao xará, uma enorme admiração pelo feito e pela dedicação e companhia.

A mesa ainda tinha outras cadeiras reservadas para pessoas que fizeram falta: J.P., Claudio, Renato…

Agora, além de termos falado muito de música… foi talvez a edição mais bizarra “inspirada” de alguns, pois tivemos muitos momentos de coisas das mais malucas… especialmente o B-Side estava bem inspirado, mas acho que não faltou pelo menos uma maluquice de cada um dos participantes. No início da madrugada, não foram raros os momentos que não se entendia mais nada na linha…

Abaixo algumas (somente algumas mesmo, pois teve mais!) dos temas – e pérolas – abordados no manicômio online. Há de tudo e algumas coisas bem interessantes, especialmente trazidas pelos gêmeos, de versões e comparações de semelhanças:

O Bom Menino – Carequinha

Out In Cold – Witherscape (Judas Priest cover)

A World Without Heroes – Witherscape (Kiss cover)

Holy Man – Dr.Sin

Banda Proteus – Ciro Bottini (ShopTime)

Please Don’t Say Goodbye – Chrystian

Too Old To Rock And Roll, To Young To Die – Jethro Tull

Jealous Guy – Peter Criss (John Lennon cover)

You’re So Vain – Carly Simon

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Paranoia – Raul Seixas

A Maçã – Raul Seixas x Deborah Blando

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Golden Slumbers/ Carry That Weight – Elis Regina

Mamma Mia – Left Side

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Não Adianta Nada – Roberto Carlos (semelhança com Crossfire do Judas Priest)

I – Black Sabbath (outra semelhança com Crossfire do Judas Priest)

Crossfire – Judas Priest

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Scarred – Dream Theater (semelhança com Down In Flames do Judas Priest)

Down In Flames – Judas Priest

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Innocence Faded – Dream Theater (semelhança com Red Barchetta do Rush)

Red Barchetta – Rush

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All You Need Is Love (Beatles cover)

Detalhe para o “Paul”  que toca como canhoto e destro:

 

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Strange Kind Of Woman – Deep Purple – DVD Perfect Strangers Live (comparação do grito no retorno do solo nas duas versões)

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Como sempre, o podcast pode ser ouvido (por streaming) e/ou “baixado” no 4shared aqui (512 MB). Para fazer o download em formato MP3 para seu computador, clique no botão “Download Now” – o arquivo virá com a tag já devidamente formatada para seu MP3 player.

Também tivemos o teaser da edição anterior sendo executado durante esta edição e, mais uma vez, um trabalho primoroso de “corte e costura” sonora do mestre B-Side. Para conferi-lo / baixá-lo em seu computador / celular / tablet (9,3 MB), escolha o iTunes ou o 4shared.

Sobre o primeiro Throwdown entre Blizzard Of Ozz x Diary Of A Madman, a vitória foi do primeirão do Ozzy por 5 a 2, sendo os gêmeos os responsáveis pelos votos ao Diary Of A Madman. Já sobre as músicas do Living Colour, rolaram 3 faixas menos conhecidas / menos óbvias da banda aos presentes.

E para a lição de casa do próximo podcast, teremos novamente Throwdown (e desta vez serão dois) e mais 2 álbuns. São eles:

  • Throwdown 1: The Number Of The Beast x Piece Of Mind (Iron Maiden);
  • Throwdown 2: Highway To Hell x Back In Black (AC/DC).

E quanto aos álbuns:

  • California Breed – California Breed – sugerido pelo Remote e
  • Raul Seixas – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 – sugerido pelo Itamar.

Já sobre a tarefa das faixas menos conhecidas / menos óbvias, a próxima banda será o Slayer e a tarefa deverá ser “atendida” por mim, Eduardo, a pedido do B-Side. Entretanto, até uma semana antes da nova edição, qualquer um pode comentar neste post uma música que queira indicar para que ela esteja disponível no dia do podcast para audição. Os outros participantes se comprometem a não ouvir a sugestão dada (caso seja desconhecida) para que possam apreciar ao vivo a possível “novidade”.

Por fim, para a lição de casa (inclusive com as devidas músicas demos / bônus / alternativas, quando aplicáveis), vale destacar que as músicas já estão em playlist na Rádio MHM, podendo ser apreciadas com tecnologia Flash ou HTML5 (recomendada para dispositivos mobile).

Nos encontramos em maio, para uma edição especial (a vigésima) que promete inclusive uma surpresa que virá do lado do B-Side e que já foi comentada desde o ano passado. Tentei obter uma dica, sem sucesso. Quem sabe ele não comenta por aqui?

Agradecimentos especiais a todos os participantes e até maio!

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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O famigerado post dos vinis

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Atendendo a um pedido do nosso mentor criador do blog, estarei aqui descrevendo a experiência de aquisição de vinis que passei nos últimos anos.

O verdadeiro início desta aventura se deu quando recebi como indenização em um processo judicial um valor pequeno, compatível com a causa. No incidente com uma certa locadora de automóveis, houve outras pessoas envolvidas e eu quis que o montante recebido fosse dividido por elas todas, e orientei para que usassem para uma pequena extravagância, um alento pelo problema que fora causado anteriormente. Desta forma o que sobrou para cada um foi pouco, mas para mim o suficiente para iniciar esta “brincadeira”.

Logo, o que sobrou para mim seria gastado de uma forma impensável, que me desse uma alegria, um prazer, mas onde normalmente não seria utilizado. Desta forma e fuçando na internet vi dois vinis que justificavam o uso. Kiss Alive III e Kiss MTV Unplugged. Duas edições muito interessantes, compras em site fora do Brasil. Resolvi arriscar.

Após uma relativa espera, os vinis chegaram. Eu tinha uma pick up que me fora doada pelo meu irmão e vários vinis da época em que colecionávamos (antes da chegada dos cds) lá nos anos 90.

Ao botar as bolachas para tocar, que decepção! A agulha não seguia os sulcos, o áudio pulava e com discos novos. Resolvi ouvir outros discos da coleção e o fato se repetia. Como a “vitrola” era muito simples e não tinha regulagem do contrapeso, atribuí a este fato o problema que causava os “pulos”.

Ter uma razoável coleção de bolachas e principalmente os novos e não poder ouvir era decepcionante e procurei resolver o problema. Resolvi comprar um toca discos. Após pesquisas, comprei um toca discos com baixo custo, mas com alguns recursos básicos (regulagem de peso e “anti-skating”) também pela internet e ao chegar resolvi testar os vinis novos comprados. Funcionaram perfeitamente e o problema estava resolvido, e então aquela faísca, aquele prazer de ouvir os bolachões, perdido deste da década de 90, voltara. Resolvi ouvir um disco da coleção e estava tudo como antigamente, o som gostoso, e com aqueles os chiados típicos, o manuseio da capa, as informações dos discos, um prazer físico de apreciar novamente a música.

Em paralelo com esta minha estranha motivação, percebo sei lá por quê, que o vinil entra em “moda”, o que é um facilitador para comprar os faltantes, já que o mercado fica aquecido. Aqui vou abrir um parêntese: não considero que o vinil tenha som melhor que o cd, não tenho conhecimento e percepção suficiente para poder definir que as “ondas sonoras” do vinil são mais completas ou não. O vinil traz chiados decorrentes do manuseio, do desgaste natural, da prensagem e outros fatores, que muito dificilmente não aparecem na execução, principalmente nos trechos mais baixos das músicas. Além disso, se não for muito bem cuidado, arranha mesmo, vai pular e para mim isso é o ponto final e definitivo para identificar que um vinil não presta. Se pula em qualquer trecho, não presta e ponto. Em compensação não preciso aqui ficar defendendo o formato no que tange a sua capa, encarte, e muito menos explicando motivos saudosistas ou não. Mas enfim o vinil é quase que totalmente inadequado para nossa época. É impensável para quem nasceu pós anos 80 e corriqueiramente substituído pelas mídias digitais mesmo para os que nasceram antes.

Independentemente do parágrafo anterior, não dá para se questionar o prazer meu em voltar a ouvir as bolachas, é um fato: reaver a coleção era uma tarefa prazerosa. Resolvi aqui e ali voltar a ouvir os velhos vinis e percebi “buracos” na nossa (eu e Bside) coleção. Buracos totalmente justificáveis, porém naquele momento inadmissíveis. Vou explicar e exemplificar um dos “absurdos”. Tínhamos os seguintes discos do Rush: Rush (primeiro), 2112 e Exit Stage Left. Não são discos ruins – gosto de todos, porém cadê o clássico Moving Pictures? E os fantásticos Hemispheres, Permanent Waves ou mesmo um Fly By Night, um A Farewell To Kings? Dava para entender que quando começamos uma coleção de rock em vinis dois fatos haviam acontecido: o primeiro: não conhecíamos bem as bandas e com a falta de informação sobre os lançamentos, comprávamos o que achávamos mais adequado, e com isso vários “erros” de avaliação existiam. O segundo: não tínhamos dinheiro para comprar uma grande quantidade de discos, a tal coleção desejada.

A Era da informação se aproximava e nos anos 90/2000 os dois erros foram sendo corrigidos a partir da internet e disseminação do conhecimento das bandas e também com o advento dos cds. Eles eram mais acessíveis e nosso momento financeiro era melhor. Conseguimos montar uma boa coleção de cds, porém a dos vinis ficou parada em 1992 e com vários “buracos”. A coleção de cds já continha todos os mencionados do Rush e assim por diante com as bandas que gostávamos.

Não resisti e resolvi procurar os vinis que faltavam. Naquele momento não tinha consciência do trabalho que isso iria me dar, nem sabia o que iria comprar. Começando timidamente resolvi “resolver” o “problema Rush” comprando todos os discos de 1975 até 1981, a fase que consideramos impecável da banda e compatibilizando com os cds que tínhamos. Precisaria comprar sete discos e dentre eles um seria de difícil aquisição: o duplo All The World’s A Stage fora lançado por um período curto no Brasil e não havia oferta que pudesse visualizar nos sebos ou no Mercado Livre, enfim, naquela época não conseguia comprar no Brasil.

Resolvi apelar para o ebay, e qual a minha surpresa: com preço bem acessível e muito bom estado depois de cerca de 1 mês e meio chegou à minha casa um exemplar do disco. O caminho estava aberto. Podendo acessar o mercado externo de vinis, compatibilizar com a coleção de cds era possível.

Resolvi verificar o estado da minha coleção anterior de vinis e portanto ouvir todos os discos e ao mesmo tempo ia identificando os tais “buracos”. Desta forma, ao mesmo tempo que iria completar as “falhas”, iria verificar se havia algum defeituoso, afinal eram mais de 7 anos e duas mudanças de apartamento, como estariam os vinis que tínhamos?

Haviam muitos buracos: Whitesnake, Van Halen, Scorpions, Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, Kiss, Black Sabbath – o trabalho iria ser grande. De imediato, usando basicamente o ebay comecei a preencher os buracos; havia outro motivo para compra no mercado exterior: a qualidade dos discos era superior e o preço inferior – era muito atrativo e bastava esperar 1 a 2 meses e eles apareciam aqui em casa.

Ouvindo a discografia existente, encontrei alguns arranhados, alguns que eu já esperava e outros que não imaginava. Descobri também que não entendia nada de vinis. Não entendia a influência de um disco sujo e principalmente não sabia como limpá-los. Não adiantava ouvir a coleção, pois a grande maioria estava bem suja e desconfiei firmemente que os discos podiam estar bons, bastava limpá-los.

Resolvi pesquisar como se limpava os vinis. A internet é uma beleza, como sabemos temos todo o tipo de informação: a ruim e a boa. Como discernir? Resolvi ler vários sites e blogs e até que me convenci de um método: está aqui, completíssimo, com todos os motivos para se lavar o disco usando algodão hidrófilo com uma solução de água com detergente neutro e em água corrente. O blog é bem legal, pois explica o efeito da poeira e outros tipos de sujeira no vinil e todo o mecanismo para lavagem, inclusive um aparato que tive que montar como suporte, para que eu pudesse sustentar o vinil e também não molhar o selo do disco – um fato importante destacado no blog, evitando assim a criação de mofo. Para secar basta deixar ao ar livre suspenso. Outros meios utilizando os mais variados tipos de produtos trazem problema e são inclusive justificados no blog. Por experiência própria, eu recomendo o método 100% e abaixo temos dois vídeos demonstrando o processo de lavagem e depois o disco pronto para uso:

Parte 1: a lavagem

Parte 2: lavado e pronto para uso

Com isso eu deveria lavar todos os discos, mas o tempo seria aumentado consideravelmente e então resolvi lavar os que visivelmente estavam sujos ou os que tinham muitos ruídos ou pulavam. O critério se aplicou também nos vinis que eram comprados.

Poderia explicar como comprei toda a coleção na sequência em que foi acontecendo, mas acho que um dos objetivos aqui é sugerir como se devem ou não comprar os vinis e fui paulatinamente aprendendo muito como comprar os ditos e digo que hoje a possibilidade de acertar na compra aumentou consideravelmente. Nem tudo era encontrado no ebay e durante o período de compras comecei a ter problemas para comprar.

Antes de explicar os diferentes métodos que utilizei para comprar, vou explicar qual era a minha intenção na “equalização” da coleção. O critério era comprar vinis para “tampar” os buracos da coleção, porém a partir de 92/93/94 alguns vinis simplesmente pararam ser produzidos. Vou exemplificar: não é possível ou praticamente impossível comprar um disco regular da discografia do Whitesnake de 1997 (Restless Heart) ou Black Sabbath de 1995 (Forbidden) – eles simplesmente não foram lançados neste formato. Desta forma meu ano de corte seria 1992, e em alguns casos 1993 ou 1994. Em resumo, com pequenas exceções, compraria meus discos equalizando com a coleção de cd até o ano de 1992, além de recuperar os que estavam danificados.

Vou descrever abaixo os métodos que usei para comprar e completar a coleção e as vantagens e desvantagens de cada um.

1) Mercado Livre – foi uma surra no começo e aqui o problema basicamente é a desonestidade. Num geral os discos tem qualidade inferior ao comprado lá fora, mas há coisas boas. Deixo claro que não pretendia ter uma coleção de discos importados e então este fato não era tão determinante. O problema maior era ler uma descrição de estado perfeito e o disco chegar todo sujo e/ou pulando. Observo que muitas das vezes o vendedor nem se preocupava em verificar o estado do disco para vender. A dica maior é comprar com Mercado Pago. O pagamento no mercado pago só é liberado depois de o comprador qualifica positivamente a venda. Se o produto vier com defeito basta avisar o vendedor e tentar a devolução (com frete de retorno pago pelo vendedor). Se o vendedor não aceitar a devolução, fica sem o dinheiro e a negociação vai para disputa (nunca cheguei neste ponto). A outra dica é procurar uma excelente (tem que ser excelente) reputação do vendedor e perguntar o estado do disco antes de comprar. No meu caso a pergunta era se o disco tinha muitos chiados, arranhados ou se pulava. Um chiado aqui ou ali faz parte do tipo de mídia, mas aquele chiado constante, devido a arranhados ou afins, e/ou o disco pular invalida a seleção. Depois que segui essas dicas muitas vezes recebi o dinheiro de volta, algumas vezes sem devolução do produto e algumas vezes devolvi o disco, com frete pago pelo vendedor. A grande vantagem no Mercado Livre e a velocidade do recebimento do disco em comparação a se comprar no exterior. Os preços são razoáveis – existem alternativas mais baratas. Não usei nenhum outro site brasileiro para compra de discos.

2) Comprar em sebos físicos no Brasil. Aqui no Distrito Federal encontrei quatro lojas com venda de discos usados, sendo uma especializada em rock. Nas três não especializadas (eram sebos mesmo) não encontrei muita coisa interessante, mas o que comprei quase sempre funcionou bem e foi barato. A outra loja foi um bom achado, pois aceitou trocas inclusive naqueles que tinham muitos chiados para mim, que podem ser aceitos por outra pessoa. Esta loja também tinha discos novos importados e cheguei a comprar alguns, mas são caros. Usei muito o sistema de troca, porque muitas negociações no Mercado Livre e mesmo em outros lugares me deixaram com discos duplicados ou mesmo que não me agradavam. Outra vantagem de comprar-se em loja é que a devolução em caso de defeito é mais fácil.

3) Comprar discos novos em lojas físicas ou virtuais no Brasil – Foram pouquíssimos os casos, pois não havia muitos discos novos que comprei, pois fugiam a minha regra e meu desejo já descrito acima. O preço não é dos mais atraentes, mas a vantagem é que normalmente irão funcionar bem e chegam rápidos. Devo ter comprados uns 2 ou 3 discos apenas.

4) Comprar em sites do exterior. Usei dois: ebay e Discogs. Vi outras opções como o Amazon (www.amazon.com ou www.amazon.co.uk), mas o custo de entrega é muito alto. Os dois citados no início têm suas vantagens e desvantagens. O ebay tem um bom sistema de proteção ao comprador, basta abrir uma reclamação dentro do tempo esperado para a avaliação da negociação (o “feedback”). Alguns discos não chegaram e na grande maioria recebi o dinheiro de volta. O preço do produto (mesmo com a entrega) é normalmente melhor do que no Mercado Livre e o disco (como já dito) normalmente tem padrão superior de qualidade. No Discogs, a vantagem é ser um site exclusivo de vendas de cds, K-7s, vinis e etc… o acervo é muito interessante e o preço é muito bom, em grande parte melhor que o ebay. O sistema de proteção ao consumidor é fraco, para não dizer que não existe.

A dica para os dois sites é a mesma do Mercado Livre – procurar boa reputação e entrar em contato com o vendedor antes solicitando detalhes do disco. Os vendedores são bem mais confiáveis que no Mercado Livre. Agora a grande desvantagem de comprar nestes dois sites: a entrega, ou melhor: a alfândega brasileira. Posso dizer que 90% dos problemas (atrasos ou sumiços) decorre da alfândega brasileira, que não tem a menor consideração no que chega do exterior. O risco é bem razoável e piorou com o tempo. Em 2011/12 chegavam com mais facilidade e em menor tempo, no ano passado e neste ano está demorando de três a quatro meses para serem entregues e as vezes não são entregues. O ideal é ter sempre o código de rastreio, o que não garante nada, mas às vezes o custo com rastreio fica inviável. A coisa está tão feia que resolvi apelar para a última alternativa.

5) Usar uma “ponte” para trazer do exterior. Durante todo este período, a tia de minha esposa foi para a Espanha duas vezes e me fez o favor de trazer uns 10 vinis. Na pratica eu comprei com rastreio no ebay ou Discogs e pedi para entregar na Espanha. Foi barato e funcionou sem problemas, entregue rápido e no prazo – tudo 100%. Ela trouxe quando voltou para o Brasil.

Com os artifícios acima, finalizei neste mês a discografia desejada e vou tentar resgatar alguns números:

1)      Discos Originais: 140. Discos Atuais: 292. Portanto, a discografia foi mais do que duplicada.

2)      Discos Originais arranhados: 7 discos.

3)      Discos novos que tive que comprar mais de uma vez: aproximadamente 25 discos.

4)      Discos novos que tive que comprar mais de duas vezes: aproximadamente 5 discos.

5)      Discos que nunca foram entregues: aproximadamente 5 discos.

6)      Tempo Gasto: aproximadamente 3 anos.

7)      Valor Gasto – não tenho a mínima ideia.

8)      Discos que considero especiais neste processo e seus motivos (clique para ampliar as fotos):

Black Sabbath – Born Again – Um dos originais arranhados e na última música. Já havíamos tentado comprar mais um ou dois nacionais (lá nos anos 80) e todos pulavam no mesmo lugar. Resolvi comprar importado – a edição é japonesa, com capa bem dura, encarte e perfeita execução. O som continua bem grave, afinal a mixagem do disco é assim mesmo…

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Black Sabbath – Cross Purposes – Dificilmente se encontra este disco. Encontrei na Rússia, Grécia e no Brasil no Mercado Livre em Brasília. Foi caro pacas, mas considero um dos melhores do Sabbath com Tony Martin, abri uma exceção na regra (é de 1994) e resolvi comprar assim mesmo.

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Black Sabbath – Live at Hammersmith Odeon – Esse é uma edição especial, numerada e foi lançado em 2007 de um show de 1981 da Mob Rules Tour. O Mob Rules é o meu disco predileto do Sabbath. Tive que comprar dois, pois o primeiro que havia comprado há meses para entrega aqui não chegava e tal tia estava retornando da Espanha, poderia perder a oportunidade. Comprei outro e mandei entregar lá. Ela trouxe e o outro chegou – tenho dois. Um estava lacrado até 20/06/2014, quando aberto juntamente com o Eduardo para uma merecida audição. É triplo, maravilhoso.

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Genesis – Seconds Out – Esse foi muito barato e veio numa compra de vários no ebay. Pelo preço e o estado perfeito é quase inacreditável. Um disco importado com som excelente, quando botei para tocar fiquei em êxtase total.

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Heaven and Hell – Live From Radio City Music Hall ; Heaven and Hell – The Devil You Know e Heaven and Hell – Neon Nights: 30 Years of Heaven & Hell Live At Wacken: os três do Heaven and Hell fogem da regra (até 1992/3/4), o primeiro acima tem uma grande falha pois não é completo, mas numa bonita edição. Os outros dois são impecáveis – Dio é Dio – não tem regras que se aplicam, são discos novos e todos lançados recentemente.

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Kiss – O Rock de Kiss – Esse é uma coletânea brasileira que o Rolf tinha (tem?) e nunca tivemos. Quando vi vendendo na loja em Brasilia, comprei na hora com preço bem em conta. Chegando a casa o estado estava bem razoável, no limite do aceitável. Depois vi vendendo no ML num preço absurdo – impensável. Mais à frente vi um lote de discos do Kiss à venda no ML. Perguntei o preço deste, um valor irrisório e o disco num ótimo estado. Comprei novamente e descartei o primeiro. Vale uma grana…

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Kiss – Alive III, MTV Unplugged – São edições especiais e foram os grandes disparadores da saga.

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Kiss – Kiss My Ass, Sonic Boom, Psycho Circus – Bem caros em edições especiais. O Psycho Circus possui uma sobreposição em imagem holográfica, muito bonito.

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Kiss – Carnival Of Souls (Picture Disc) – Esse é uma edição não oficial e o único Picture que tenho. Não sou fã dos pictures e recentemente li que a qualidade do áudio pode ficar comprometida neste formato. Bom, a banda não iria lançar o Carnival nem em cd, quanto mais em vinil. Entretanto, acabou de lançar no ano de 2014 toda a coleção em formato 180g e o oficial também já foi adquirido, estando em processo de entrega.

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Kiss – Monster – Outra exceção à regra, faz parte da moda dos vinis e foi lançado no Brasil, por um preço razoável. Comprei e completei a coleção do Kiss em vinil.

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Marillion – Brief Encounter (EP) – um dos últimos a chegar para a coleção. Muito difícil de achar aqui no Brasil, resolvi apelar para a “ponte espanhola”. Depois vi no Mercado Livre num preço absurdo.

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Metallica – Kill ‘Em All – era o único que faltava da primeira fase da banda e que insistentemente foi solicitado pelo Eduardo para aquisição. Como a compra não aconteceu, ele pessoalmente me trouxe um vinil importado e acabou com o buraco de uma vez. Em paralelo, o cd do álbum foi parar via Correios no Rio de Janeiro para meu irmão.

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Metallica – Master of Puppets – Esse eu comprei duas vezes. O primeiro era uma edição bem ruinzinha brasileira – desmerecendo o valor do disco. Resolvi trocar. Este é duplo em 45 rpm e da época, além de importado.

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Ozzy Osbourne – The Ultimate Sin – Como o Born Again, tínhamos um pulando na última faixa, e já havia tentado comprar outro nacional, sem sucesso. Comprei um importado que está em excelente estado e resolveu o problema.

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Pearl Jam – Ten – Existe uma nova edição em 180g, mas descaracterizou o original – a capa é cinza, o original é rosa. Depois de procurar bastante achei um rosa original de 1991.

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Pink Floyd – The Wall – Da mesma forma acima, eu valorizo os discos originais de época e tive que comprar três vezes para achar um bom disco, e como o The Wall é branco é muito difícil achar um com capa sem estar amarelada. Foi bem difícil encontrar este.

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Temple Of The Dog – Temple Of The Dog – Este também não é oficial. Comprei lá fora, é colorido (vermelho) e tem ótimo som. Um detalhe: nos selos, está escrito “side 2″ em ambos lados, mas as faixas estão todas lá, corretamente.

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Heavy Metal – Soundtrack From The Motion Picture – Descobri quando fiz o post do Mob Rules (já dito acima – meu predileto do Sabbath) que havia uma versão da música Mob Rules que havia sido gravada e lançada como single antes do disco, sendo diferente. Só havia duas maneiras de ter esta versão: comprando o single (compacto) ou comprando a trilha sonora do filme Heavy Metal. Foi mais barato e fácil comprar a trilha. Se me perguntarem qual é a melhor versão da música, não sei – esta é maravilhosa também.

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Whitesnake – Slide it In (USA) – este aqui, quando fiz o post do Slide it In, já ficou mostrado. Foram lançadas duas versões diferentes do mesmo disco, inclusive com músicos diferentes. Não foi muito fácil achar a americana, mas está aqui junto com a brasileira.

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Por fim, considero que a missão foi cumprida e a defasagem foi tirada. Estou terminando de ouvir a coleção pela 2ª vez e com grande prazer. Os discos estão em muito bom estado, e nem precisam de regulagem de peso da agulha, e se por acaso e surpreendentemente derem aquela puladinha, basta lavar e botar para tocar de novo. Não considero, porém, a coleção terminada, se a de cds nunca termina, esta também não finalizou. Sempre há algum disco interessante para comprar, uma nova velha banda para se conhecer e gostar.

Flavio Remote.

Contribuiu: Eduardo.

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Atualização em 24/junho/2014: vinis do Rolf – o “sagrado” Dehumanizer devidamente emoldurado com o ingresso do histórico show no Canecão e: Alive II, o Picture Disc do Somewhere Back in Time, Van Halen II, tudo acompanhado por uma moldura com foto autografada do Dio.

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Direto do Túnel do Tempo – Capítulo 6 – A definição do termo Heavy Metal

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Heavy Metal imagem

Srs habitantes do Minuto HM:

Antes de tudo, faço um pedido: ao iniciarem a leitura deste post, coloquem os três vídeos abaixo para tocar, um a um.

Isso dito, ou melhor, escrito, vamos seguir…

O termo ” Heavy Metal” tem, segundo os diversos pesquisadores, diversas origens. Até hoje vários conhecedores tem dificuldade de encontrar a verdadeiro início do  gênero, comumente atribuído a canções de meados da década de 60. Alguns chegam a pensar em algo ainda anterior, no final da década de 50.

Canções como You Really Got Me, de 1964 (The Kinks), Helter Skelter, de 1966 (The Beatles) ou mesmo Summertimes Blues (Blue Cheer, em um cover de Eddie Cochran) e Born To Be Wild (Steppenwolf), ambas de 1968, são, por diversos entendedores, as pioneiras na concepção do estilo. Born To Be Wild é provavelmente a primeira canção ao trazer o termo “Heavy Metal Thunder” em sua letra.

Além disso, diversas bandas são as consideradas como criadores do estilo musical: não há como não pensar em Led Zeppelin, Deep Purple ou Black Sabbath para incluir em uma primeira lista.

O propósito deste post, no entanto, é diferente: eu gostaria de pedir aos profundos conhecedores deste blog que indiquem aqui os álbuns que consideram não a origem, mas a essência do que é o Heavy Metal. A tarefa é árdua, mas fui buscar do maior dos filósofos aqui do blog a tal resposta, a qual assino embaixo. Assim, Diretamente do Túnel do Tempo, em uma pérola em formato de e-mail de 2007, trago abaixo a definição de Heavy Metal em álbuns pelo grande Rolf:

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RE: Minuto HM – VH não retorna e EVH se interna

Rolf Neubarth

12/03/2007

Para: Machado, Claudio Marcos Villanova, Alexandre Teixeira Pontes

Cc: flavioteixeirapontes, Rolim, Eduardo , arturcirio, rio2nyc, Lobo, Joaquim [CIB-IT], Magalhaes, Wagner , Malentacchi, Marcelo , marcosdmustaine, mleoncini, Pereira, Clovis

Folks,

Ao morrer coloquem na minha lápide a seguinte inscrição:

“Holy Diver….Pra mim,até hoje não apareceu uma definição de Heavy Metal

melhor do que esta obra prima…..Se algum moleque vier me perguntar:

Aí, velho, como é que esse tal de Heavy Metal? Eu chamo o cara , e falo
Ouve isso aí,e daqui a 500 cds ,a gente conversa de novo….” mas primeiro  ouve o Holy diver seguido do Dehumanizer e do Powerslave

Rolf Henrique Neubarth”

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Bem, depois de tamanha aula de entendimento da definição do Heavy Metal, eu peço a todos aqui que tragam aqueles álbuns que consideram o ” Crème de la crème”  do estilo.

Eu não poderia concordar mais com o que o Rolf acima trouxe, mas também vou colocar algumas sugestões (se as mesmas acabarem por não surgir), nos comentários deste post.

Direto do Túnel do Tempo e aguardando os comentários de todos…

Alexandre B Side


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16º Podcast Minuto HM – 30/maio/2014

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Fala, galera!

Cravadas oito horas e 12 minutos de papo, chegamos ao nosso 16º podcast com mais um insano tempo de duração. É impressionante…

Estamos às vésperas da Copa do Mundo no país e o papo teve muito de futebol e da Copa logo no início, sem deixarmos de falar também ainda de F1 e cinema, “figurinhas” (aproveitando o clima para uso do termo) mais que marcadas também a cada trimestre.

Como tínhamos muitos discos para falarmos, desta vez puxamos para “mais cedo” (se é que dá para falar algo assim racionalmente com esta duração de papo) as análises, de forma intercalada, o que pareceu um acerto e algo que podemos sem dúvidas repetir nas oportunidades futuras.

Os destaques para mim neste podcast foi a verdadeira aula de Uriah Heep que tivemos do Eduardo Schmitt e também de Marillion do Abilio e dos gêmeos – realmente coisas que só este blog pode reunir em termos de abrangência de conhecimento! E até o Remote aproveitou para trabalhar um pouco durante o papo… :-).

Ah! E também dá para dizer que este podcast foi o da “emoção”, com todos contando uma ou outra situação de emoção – seja um show, uma banda ou mesmo um clássico do Al Pacino, certo, Remote :-)?

Participaram desta edição:

  • Eduardo [dutecnic] como host;
  • Flavio Remote;
  • Alexandre B-Side (playback dos sons);
  • Rolf;
  • Eduardo Schmitt;
  • Abilio (com direito a “vai e volta”) e
  • Daniel.

Sentimos, claro, as ausências dos amigos que não entraram, como o J.P., o Renato (que estava viajando na noite), do Claudio e do restante da galera que aparece por aqui e que agregaria muito ao papo!

Entre as várias dicas de todos aqui e ali, o Rolf relembrou do tributo de muita qualidade feito ao Dio por Jorn chamado “Song For Ronnie James”, que vale a pena ser colocado por aqui:

Playlist:

Eu também dei uma dica para a galera, da “nova” música do Led Zeppelin, “La La”, gravada durante as sessões para o clássico Led Zeppelin II (1969).

Como sempre, o podcast pode ser ouvido (por streaming) e/ou “baixado” no 4shared aqui (430 MB). Para fazer o download em formato MP3 para seu computador, clique no botão “Download Now” – o arquivo virá com a tag já devidamente formatada para seu MP3 player.

Novamente tivemos o teaser da edição anterior ao vivo, com o B-Side mais uma vez dando um show à parte com o “corte e costura” e com aquela paciência de sintetizar grandes momentos para todos. Para conferir / baixar este teaser da 15º edição, clique aqui para o 4shared ou use o iTunes em seu computador / celular / tablet (13 MB).

Por fim, para o 17º Podcast que deverá acontecer em agosto/2014, a “lição de casa” sugerida é:

  • Marillion – Clutching At Straws – pedido do Schmitt e sugestão do B-Side;
  • Adrenaline Mob – Men Of Honor – sugestão do Daniel e
  • Boston – Boston – sugestão do Remote.

Obs.: os álbuns acima, inclusive com as devidas músicas demos / bônus / alternativas, quando aplicáveis, já estão em playlist na nossa Rádio Minuto HM, podendo ser apreciados do seu computador ou do seu dispositivo mobile.

Valeu a todos e até agosto!

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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Rock in Rio Las Vegas 2015: Sepultura featuring Steve Vai – o que esperar da combinação?

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Estamos em 2015 e o Rock In Rio está completando 30 anos de existência. O festival, que cresceu e se tornou uma das maiores referências mundiais com edições em outras cidades do globo, virá em dose dupla este ano, cada uma em um semestre: uma estreando em terras americanas, em Las Vegas, e outra na cidade-origem de tudo.

Com atrações ainda sendo confirmadas para a edição brasileira, nos EUA a coisa já está fechada há certo tempo. E dando uma olhada, notei algo para lá de curioso: o Sepultura, a maior banda da história do heavy metal do Brasil e figura fácil nos festivais do Medina, vai tocar no palco Sunset nos EUA. Até aí, mais do que esperado e nenhuma novidade (apesar de achar que a banda deveria / merecia estar no palco principal).

Mas o que chama a atenção é o tal “featuring”: simplesmente Steve Vai! Ao saber da notícia, coloquei no Twitter do Minuto HM, sendo que a notícia foi prontamente “retuitada” pelo amigo Andreas Kisser e por outros especialistas, como o jornalista conhecido na rede por antecipar praticamente todos os shows no país, José Norberto Flesch:

O Sepultura já vinha se misturando com outros “estilos” em suas apresentações no RiR, com Les Tambours du Bronx se juntando à banda. A experiência realmente dividiu opiniões, mas até aí, dava para entender a PROPOSTA de complementar o som, dar uma outra dimensão. Ou seja: tendo ou não sucesso, a proposta era compreensível.

Sepultura_SteveVaiMas Steve Vai? Como isso vai funcionar??? O que será tocado, e como? Teremos covers?

Por enquanto, só nos resta opinar (caso alguém consiga), pois realmente é curioso, uma incógnita, e talvez o que tem de mais particular em todo o festival americano.

Assim, enquanto aguardamos pelo dia 09/maio/2015 para registro neste post, o que vocês acham que poderá sair dessa colaboração? Ou será que o Andreas Kisser pode nos dar algum teaser comentando por aqui? :-)

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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20º Podcast Minuto HM – 22/maio/2015

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Um, dois, três, quatro… VINTE podcasts. Uma marca que, aliada ao compromisso de não perdermos até agora um trimestre sequer, impressiona.

Mas a marca atingida é o de menos. O que vale mesmo é nos juntarmos e trocarmos tanta informação da forma como fazemos. Nesta edição “comemorativa”, a “jornada” foi de praticamente 8 horas.

A “mesa” foi composta por:

  • Eduardo [dutecnic] como host;
  • Flavio Remote;
  • Alexandre B-Side (playback dos sons);
  • Itamar;
  • Eduardo Schmitt;
  • Daniel e
  • Rolf.

Sentimos falta, como de costume, dos outros membros que sempre participam do blog, mas quem sabe no próximo?

Uma das coisas mais interessantes desta edição foi que, a partir de um cancelamento (adiamento?) do show do Uli Jon Roth em SP (tínhamos os primeiros 5 ingressos em mãos) e Porto Alegre, iniciamos um papo sobre Scorpions e, daí, pela primeira vez, teremos uma verdadeira “imersão” para a próxima lição de casa, que será comentada mais abaixo, e que foi decidida antes da meia noite (praticamente um milagre isso, vocês sabem).

Foram muitos e muitos papos, inclusive sobre duas vindouras viagens com prováveis coberturas aqui no blog: Daniel conferindo a R40 Tour no Canadá e do Eduardo, quem sabe, finalmente vendo o Van Halen nos EUA.

No final do podcast, o Eduardo lembrou da também vindoura Copa América e os participantes deram seus “pitacos” do campeão – ainda que sem muita empolgação de todos :-).

Mas o grande momento mesmo foi termos 2 teasers tocados ao vivo. Um deles era o esperado teaser da edição anterior do podcast, mas o outro, a esperada surpresa, foi muito emocionante: uma compilação produzida e apresentada pelo Alexandre B-Side que celebrou e, claro, homenageou todos que já participaram de uma das 19 edições anteriores do podcast deste blog. Este fantástico áudio de exatos 10 minutos pode ser ouvido e baixado aqui. Ao B-Side, deixo um agradecimento mais que especial pelo excepcional trabalho.

Por fim, comentários sobre o bom California Breed e também sobre o álbum muito doido do Raul Seixas + as análises e resultados dos 2 throwdowns, onde a conclusão é que, claro, não há certo ou errado, foram assim:

  • Throwdown 1: The Number Of The Beast x Piece Of Mind (Iron Maiden).

Instagram Photo

Com direito a uma delas sendo aberta exatamente ao início da The Trooper, a lavada foi imensa, sendo o álbum que tem uma faixa com a cerveja da banda o grande vencedor – o Itamar deu seu voto no 666, e foi severamente criticado por ter sugerido esse doloroso desafio, hehehehe.

  • Throwdown 2: Highway To Hell x Back In Black (AC/DC).

Instagram Photo

Aqui também deu Back In Black, e fácil, fácil. Detalhes aos corajosos que ouvirem o podcast!

E por falar nisso, o podcast pode ser ouvido (por streaming) e/ou “baixado” no 4shared aqui (436 MB). Para fazer o download em formato MP3 para seu computador, clique no botão “Download Now” – o arquivo virá com a tag já devidamente formatada para seu MP3 player.

E como foi comentado, também tivemos o teaser da edição anterior sendo executado durante esta edição e, como sempre, um trabalho sensacional do B-Side. Para conferi-lo / baixá-lo em seu computador / celular / tablet (10,6 MB), escolha o iTunes ou o 4shared.

Já a lição de casa, como comentado acima e pela primeira vez, será focada exclusivamente no “entorno” de uma única banda, o Scorpions em álbuns / fases com e sem o guitarrista Uli Jon Roth (aproveite os links para ler / reler sobre os álbuns na nossa discografia). Será assim:

Além dos 2 duelos acima, mais 2 álbuns no mesmo esquema dos 2 recentes álbuns lançados:

  • Scorpions Revisited (Uli Jon Roth) e
  • Return To Forever (novo da banda).

Como muitos sabem, estamos no momento sem uma “Rádio MHM”. Assim, a solução provavelmente definitiva e extremamente simples, funcional, versátil e compatível foi a criação de playlist em nosso canal no YouTube (aproveitem, inclusive, para se inscrever lá!). Assim, fica abaixo a playlist para o próximo podcast e basta usar os próprios recursos na janela do YouTube para navegar pelas faixas:

Para fechar, os merecidos agradecimentos especiais a todos os participantes e até agosto!

[ ] ‘ s,

Eduardo.


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O show tem que continuar… mas até quando?

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A medida que avançamos nas primaveras, ficamos mais reflexivos. Olhamos para trás e damos um reboot nas memórias mais recentes e damos uma força aquelas que estão escondidas em algum jardim secreto dentro das nossas mentes. Diz uma música de um roqueiro brasileiro que o “esforço pra lembrar é a vontade de esquecer”. Talvez isto sirva para o compositor. Eu não lembro mesmo pela morte prematura dos neurônios.

Enquanto assumo a maturidade das lembranças, a falência do corpo e a vivência da alma, vou recordando das arestas responsáveis por formarem o que eu sou. O encontro com Eduardo (virtual e posteriormente pessoal) e a turma do MHM na época do Aliterasom é uma recordação. O dia em que vi Ozzy, Geezer e Iommi no palco, também. Ou mesmo, lá atrás, quando pedi que meu pai comprasse o recém-lançado Lick It Up (Kiss) e ele me trouxe um compacto (sim, você que está lendo e tem menos de 30 não sabe o que é isso) de Thriller, do Michael Jackson.

Ainda sob a vigilância cristã (literalmente) dos meus pais, fiquei enclausurado sob a desculpa da religião; mesmo o Cristianismo que nunca foi aprisionador, pelo contrário, age em mim fomentadamente livre, lá pelos idos de 80/84 era difícil gostar de rock quando os discos eram quase todos liricamente “from hell“.

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No último podcast levantei a bola com os meninos com a pergunta do Milhão: “Quem poderá substituir os nossos ídolos?“. Quem acompanha o podcast sabe que qualquer interrogação mínima é motivo de muita discussão. O mais engraçado que na nossa cavaca, a gente “briga” (com todas as aspas), discute (sem aspas), ri (muito), criamos nossas piadas internas, frases de efeito (“blindemos os clássicos”). Qualquer questionamento pode virar horas de puxa-puxa intelectual e informativo. Literalmente. No entanto, esta pergunta ficou sem resposta. Ninguém se atreveu mais do que eu em minha pergunta a responder. E por isso ficou…

kiss1982

Se os grandes inventores sempre foram os maiores ídolos da humanidade, na família MHM nossos grandes ídolos são músicos. Pessoas que admiramos, que mexem conosco, que nos tiram do lugar, que “sacodem a cabeleira” (mais uma inside joke), que fazem a gente querer reduzir o hiatus nosso encontro. Se desse, a gente ia pro bar toda sexta pra papear e rir com o outro e do outro, na paz, na guerra e na amizade.

Mas e a pergunta, quem responde?

Page, Plant e Jones. Vivos. Nos discos e nas arenas, em raras ocasiões. Stanley, Simmons, Frehley e Criss. Vivos. Nas discografias, nas presepadas e no coração da gente. Hammet, Hetfield, Ulrich e Trujillo. Vivíssimos. Nos álbuns, nos shows, nos filmes… Smith, Harris, Dickinson, Murray, Gers, McBrain… McCartney, Starr… Chimbinha, Dado Villa-Lobos, Vox, Martin, Glover, Coverdale, Turner, Gillan, Paice, Tina Turner… por quanto tempo teremos estes nossos “outros” amigos por perto?

Permitam-me outra ousada e veemente e não menos óbvia resposta: por pouquíssimo e breve tempo. O tempo urge. Um show, um disco e uma partida. E assim vão os posts, as lágrimas e as saudades.

metallica1991

O que faremos durante os próximos 20 anos, hein, Presidente? Let It Be ou Let it Bleed? Será que seremos nós, BSide, Remote, Villanova, Rolf, Schmitt, Abreu, ídolos de nós mesmos ou tornaremo-nos uns “guris” de alma velha procurando por aí pelo velho novo disco do “Sabá” (como a gente chamava antigamente, nesta fonética)?

Desafio: por sobrevivência artística, precisamos de um novo entorpecente. Eu sei: clássicos não são forjados de uma hora pra outra. Não nascem do nada. Somos atropelados por eles e não sucumbimos. É a dor que dói e fortalece. Só quem toma de rock and roll na veia sabe que entorpece pra ascensão e não para queda.

Mas a pergunta continua sem resposta…

ironmaiden1985

Portnoy? Tem tamanho de Peart ou de outro “menor”? Grohl? Alcançará um lugar que já pertenceu a outros guitar heroes e compositores? Corey Taylor? O cara por trás da máscara do Slipknot tem pedigree para segurar a onda de fazer a gente gritar e cantar suas canções ? As outras gerações serão “reféns” dos gostos dos tios ou avós. Eu não herdei os Beatles de ninguém e daí chamo atenção para o que esta turba não terá com os nossos: convívio. Em toda relação, convívio e reciprocidade é importante. Mesmo que esta resposta se dê em um “you the best” nos palcos da vida.

rush1980

Isso me preocupa. Gosto de ser um historiador da biografia destes caras e percebo que as lembranças deles estão cada dia mais distantes deles e das minhas. Eram jovens e hoje velhos são. Quando passam o uniforme, eles tem botões e algum cheiro de nostalgia. Não haverá pessoas para o mesmo time destes titãs da música? Não é arrogância de quem ama e idolatra? Não sei. Confesso novamente: não sei.

Definir é restringir e eu manterei a pergunta. Não sei o que a nossa semente terá a dizer sobre as nuvens que já estão passando e muito menos que tipo de Sol e luz eles irão se banhar, mas é preocupante. Todos, praticamente, passaram dos sessenta e eu os considero sobreviventes pelo estilo de vida pouco saudável dos tempos de glória.

Eu lhes pergunto: amanhã, quem vocês irão amar?

Daniel Junior é membro da família MHM, colunista do site Seriemaníacos e colaborador cultural do site Eu Escolhi Esperar . Vem aí o melhor site de reviews de cinema do sistema solar …The Crow e o primeiro lançamento literário do colunista em breve nas livrarias e lojas digitais.


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MetallicA – controverso documentário Some Kind Of Monster faz 10 anos e tem relançamento de aniversário

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Além de um reality show dramático, Some Kind of Monster mostra o processo de produção do álbum St. Anger

Chegamos a esta época do ano e o comércio quer retirar todos os nossos últimos recursos financeiros. Por isso, os mais desorganizados chegam a janeiro com bolsos vazios e menos perspectivas para o primeiro semestre para novos investimentos. Já comentamos sobre o novo box do Rush e chegou a vez do MetallicA.

Eu fui um dos impactados por Some Kind of Monster em 2004. Normalmente descrente deste tipo de formato, acabei por ver um grupo de pessoas com o sistema nervoso em frangalhos, mesmo que a conta bancária dissesse o contrário. A posterior leitura de alguns bons livros, reforçou a característica de cada “personagem” da vida real dentro da banda americana. Se você gostaria de conhecer um pouco mais sobre a história de uma das bandas mais bem sucedidas de todos os tempos, acompanhe nossa discografia e relato histórico feito pelo Eduardo; reserve tempo e garanta a diversão.

Voltando aos aspectos de SKoM, teve de tudo na “praia de nudismo da alma” do Metallica: os estrelismos e ego difícil de Lars Ulrich, o sangue de barata e a busca da cura por parte de James Hetfield, o “John Doe”*  do Kirk Hammett e a saída do injustiçado (não curto este termo mas foi o que achei mais adequado) Jason Newsted e a chegada de Robert Trujillo com um belo e compensador pagamento, tudo isso sob o olhar dócil de um terapeuta de grupo.

… Dá para entender porque St. Anger é a bomba que é, que faz o mais ardiloso fã de MetallicA ruborizar mediante alguns clássicos (ao contrário) daquele álbum. Assunto para outros tópicos – já abordado no blog, inclusive – um dia vira mais um queridinho da banda. O tempo dirá. Uma “pena” que a bateria “lata de Nescau” não tenha conseguido adeptos e novos seguidores.

Photo of METALLICA and Lars ULRICH and James HETFIELD and Kirk HAMMETT and Robert TRUJILLO

O novo velho material não tem “depoimentos” extras pertencentes a SKoM, mas traz um presentinho de Papai Noel. Intitulado como “Metallica: This Monster Lives“, o feature (documentário dentro do documentário e que normalmente tem papel explicativo) tem 25 minutos de duração e conta os bastidores do lançamento de “Through The Never”  na edição de 2013 do festival internacional de Toronto, um dos mais respeitados eventos do cinema alternativo.

Mesmo com 10 anos de vida, Some Kind of Monster ainda é precursor em não esconder feridas de estrelas do escalão de Dave Mustaine e até do próprio Bob Rock, um mala companheiro que o Metallica teve por perto na produção dos criticados Load e Reload, mas também um dos responsáveis pelo multiplatinado Metallica (ou Black Album).

Além de 2 blu-rays e 1 dvd, o documentário aniversariante também poderá ser adquirido no sistema “On Demand”.

Assista ao trailer do lançamento. A previsão de chegada às lojas é 15 de dezembro de 2014.

*John Doe é o nome dado nos Estados Unidos aos indigentes quando são encontrados mortos sem qualquer identificação.

Daniel Junior é membro da família MHM, colunista do site Seriemaníacos e colaborador cultural do site Eu Escolhi Esperar . Vem aí o melhor site de reviews de cinema do sistema solar …The Crow e o primeiro lançamento literário do colunista em breve nas lojas digitais.


Filed under: Agenda do Patrãozinho, Curiosidades, MetallicA

Minuto HM – Retrospectiva 2014

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O ano de 2014 vai acabando e é hora de relembrarmos – ou em alguns casos, vermos – um pouco do que este blog gerou de forma direta. Digo “direta” pois o que o blog fez este ano, talvez ainda mais que nos anos anteriores, foi fortalecer o laço de amizade entre toda a galera que contribui por aqui.

Este ano marcou a criação de um grupo no consolidado aplicativo WhatsApp que, confesso, era um temor meu mas que vem se provando muito valoroso no sentido deste fortalecimento das amizades e, por ele, acabam surgindo algumas ideias para trazermos para o blog. Ainda bem, pois a quantidade de mensagens que recebo diariamente aumenta muito a vontade da exclusão do aplicativo do celular, mas o grupo Minuto HM faz eu desistir sempre disso pelas oportunidades lá geradas.

Assim como nos outros anos, fazer uma retrospectiva do Minuto HM é uma tarefa difícil e que pode até ser injusta, pois muitas vezes lá nos comentários temos o que muitos chamam até de “post”. Ou seja, são muitos “posts dentro de posts”, característica que vem desde os tempos dos e-mails e que permanece cada vez mais forte e importante por aqui.

Contando com este aqui, são 1.200 posts com 16.473 comentários (média de quase 14 por post). Se compararmos com 2013, veremos que a média aumentou 75%, o que é ressalta a importância dos comentários no blog, característica tão diferente da grande maioria dos espaços que temos na internet… onde na internet os comentários são algo a se desprezar, aqui é onde muitas vezes está o “ouro”. Tudo isso visto em cerca de 808.000 acessos únicos.

Outra marca importante por aqui é sobre a nossa Agenda de Shows / Eventos. Em 2014, ela ganhou ainda mais uma característica, a de trazer os eventos relacionados à música que tanto falamos por aqui. Isso representa um aumento operacional substancial para atualização, mas também proporciona a quem consulta regularmente o planilha informações com uma organização que simplesmente não existe pela internet. No ano, foram 343 (!) shows / eventos por todo o país.

www.minutohm.com

Outro recurso que nasceu por aqui e que também era um desejo bem antigo foi a Galeria de Ingressos. A ideia, que ainda está no início, é consolidar em páginas separadas por ano os shows da nossa vida. Há muitos ingressos que já estão pelos nossos posts e ainda não apareceram nas páginas, mas o trabalho é contínuo e, com o tempo, vamos incrementando inclusive com os ingressos que ainda precisam ser digitalizados. De quebra, os shows que tiverem nossa famosa Cobertura Minuto HM receberão os devidos links por lá também, amarrando ainda mais as coisas por aqui.

Outro item importante a ser mencionado foram os diversos ajustes que fizemos em nosso layout que foi ao ar no meio do ano passado. Muitos deles são até imperceptíveis em um primeiro momento, outros então são apenas “under the hood”, mas acreditem: muita coisa foi feita para melhorar a experiência geral do blog e seus recursos, sem comprometer itens como velocidade, “responsividade” e funcionamento com novas tecnologias, principalmente em dispositivos móveis. E isso vai sempre continuar!.

Também fortalecemos algumas parcerias do blog, com as participações “gemiais / geniais” do B-Side e Remote em análises do ótimo Consultoria do Rock. E até convite para irmos a uma emissora de televisão recebemos! Vale a pena conferir tudo mais abaixo!

Além de tudo, consolidando os ótimos retornos que tivemos especialmente em 2013, vale a pena destacar o retorno mais ativo do Caio ao blog e que estou certo que todos nós queremos que continue cada vez mais participativo!

Então, sem mais delongas, vamos novamente curtir alguns dos posts do ano, incluindo nossas coberturas de shows. Aproveitem a oportunidade de saborearem algum post que tenha passado durante o ano!

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Nossos podcasts:

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Discografias em andamento:

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Por ordem cronológica:

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

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Coberturas e Resenhas de shows / eventos:

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Slideshow de fotos publicadas em 2014 no blog:

Click to view slideshow.

Aproveito para agradecer a todos que ajudam a fazer do Minuto HM este espaço especial que é. Obrigado a todos, de verdade.

Ainda, gostaria de desejar a todos um “Heavy” Christmas e ainda mais “Heavy” 2015.

For those about to rock, I salute you.

[ ] ‘ s,

Eduardo.


Filed under: Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Dream Theater, Instrumentos, Iron Maiden, Judas Priest, Kiss, Led Zeppelin, Marillion, Músicas, Megadeth, MetallicA, Minuto HM, Off-topic / Misc, Pink Floyd, Queensrÿche, Raven, Rolling Stones, Rush, Sepultura, Tá de Sacanagem!, The Beatles, Uriah Heep, Van Halen

Kiss e o Brasil na década de 1980

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Por Marcelo Kenji Miki. Introdução por Eduardo.

O Minuto HM é um espaço aberto e muitos que escrevem por aqui hoje, em posts ou comentários, ou participam de nossos podcasts, acabaram chegando de distintas “origens” da internet – ou mesmo no velho e tradicional “convite”.

Como espaço aberto, incentivamos a todos os interessados que participem por aqui. E é com muita satisfação que hoje o espaço ganha mais um belíssimo texto, desta vez do Marcelo Kenji Miki que, através do nosso formulário de Contato, entrou em contato conosco para vermos se tínhamos interesse em receber materiais da década de 1980 da Revista Somtrês.

Pedi-lhe então a gentileza de preparar um texto para acompanhar as fotos e o que se vê abaixo é mais uma verdadeira “aula oitentista” de como era difícil gostar de metal em nossas terras na década da explosão de tantos e tantas bandas, com direito às primeiras passagens destas pelo Brasil.

Sem mais delongas e agradecendo imensamente ao Marcelo pela dedicação e por nos compartilhar tal riqueza (que espero e torço para que tenha sido só a primeira de muitas neste espaço), vamos logo ao post!

[ ] ‘ s,

Eduardo.

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Neste ano de 2015, fui há alguns meses atrás na Cidade da Criança em São Bernardo do Campo acompanhar minha filha numa festa de aniversário infantil. Lembrei-me que meus pais me haviam levado lá quando criança e daí comecei a fazer as contas de quantos anos haviam se passado e me dei conta de que foram 40 anos. E nesta época, quando tinha 7 anos, os meus heróis eram o Homem Aranha, Capitão América, Homem de Ferro, que saíam pela Editora Bloch.

Esta fascinação pelos super-heróis também era exacerbada pela indústria cinematográfica, que em 1978 havia lançado o Superman com Christopher Reeve e em 1980 o Supeman II.

E em 1980 também teve o lançamento do filme Flash Gordon, cujo cartaz destacava que trilha sonora era composta pelo grupo Queen. Apesar de não ter gostado tanto do filme, acabei comprando a trilha sonora em LP e um pouco mais tarde acabei adquirindo também o The Game, cujas músicas do LP estavam tocando adoidado nas rádios FM, como Play The Game, Another One Bites the Dust, Save Me, Crazy Little Thing Called Love. Estas edições nacionais de LP do Queen até que vieram bem caprichadas pois vinham com o seus encartes e direito a letra da música. Mas mesmo assim a tiragem nacional do The Game não veio com o acabamento espelhado como ocorreu lá fora.

E para a alegria dos fãs brasileiros no ano de 1981 finalmente um super-grupo como o Queen iria fazer um dobradinha de shows no Estádio do Morumbi em São Paulo, com direito a transmissão pela TV Bandeirantes.

Apesar do Queen se mostrar pesado quando queria, sentia que queria mais um pouco de peso. E no mesmo ano de 1981 (quando já tinha 13 anos), a caminho da escola, vejo pendurado na Banca de Revistas (Av. Pedroso de Morais e Rua Pinheiros, em SP, Pinheiros) um cartaz da Revista Poster da Somtrês, com uma chamada intitulada “Kiss – A Fúria Colorida do Rock Pauleira”. Ali estava marcada a ampliação de meu Mundo dos Quadrinhos para o Mundo do Rock.

Naquela época cabe contextualizar que o acesso à informações era muito restrito comparando-se com o que temos hoje através das Internet e Google, que através de umas clicadas chegamos a discografia completa de uma banda, letras, entrevistas, fotos, vídeos, etc. Parêntesis a parte, mulher pelada então era algo do submundo, acessível somente para quem tinha irmão mais velho, desde com a inocente Playboy até aquelas revistinhas suecas ou ainda o trash dos quadrinhos do Carlos Zéfiro.

Como fiquei muito curioso com a Revista Especial da Somtrês, acabei comprando-a e a li repetidas vezes, levando me a comprar o primeiro disco/LP de Heavy Metal de minha vida, o Kiss Destroyer, já que o próprio texto enaltecia como sendo o melhor disco do Kiss. Por outro, fui levado também pela bela capa de alto impacto, que mais parecia com a capa de um gibi da Marvel.

O LP Kiss Destroyer lançado no Brasil pela Polygram nesta época tinha o logo alemão e não o oficial e não sei o motivo. Como o texto assinado pelo jornalista Paulo Ricardo Medeiros, que após alguns anos iria fundar a Banda RPM, tinha acertado na qualidade do disco, em parte comecei a tomar como verdade absoluta certas críticas dos discos nesta série especial de revistas, assim como da Revista Somtrês, que tinha como críticos jornalistas como o Maurício Kubrusly e Ana Maria Bahiana. Só anos mais tarde, criei meu próprio senso crítico.

Da mesma forma que os Quadrinhos Eróticos do Carlos Zéfiro impressos em máquina Xerox, havia o Fanzine da Rock Brigade, da qual eu não adquiria pois havia muitas bandas com discos que não tinham prensagens nacionais e eu como “pé rapado”, não tinha condições de arcar, logo ficava limitado aos discos nacionais mesmo. Quem era mais abastado acabava comprando as tiragens importadas em lojas como a Woodstock Discos.

Para falar a verdade nem me lembro onde as pessoas adquiriam o Fanzine Rock Brigade, já que o considerava bem outsider, mas muito bem escrito.

Na sequência acabei adquirindo o “The Elder”, já que a matéria do PRM não denegria o disco e até elogiava no final do texto, talvez por ser na época o último da banda. Eu não engoli direito o “The Elder”, mas não considero-o, como muitos fãs, um péssimo trabalho, já que até gosto. A sequência das músicas do LP lançado no Brasil não seguia a concepção original.

Na seção de cartas da Revista Somtrês daquela ano muita gente acabou revelando que mal sabia que o Eric Carr era o novo baterista do Kiss e que nem sabiam que ele já havia tocado no “The Elder”, para ver o nível de acesso de informações que tínhamos na época.

Em relação aos vídeos do Kiss, o que tínhamos naquela época era um programa semanal chamado Som Pop que passava na TV Cultura, com os vídeo clipes das bandas. A gente tinha que assistir um monte de B52, Lionel Richie, Devo, Duran Duran, Stevie Wonder, Cyndi Lauper, etc que eu detestava na época até poder assistir um grupo mais pesado. O vídeo cassete já havia chegado naquela época e meu pai adquiriu um Sony Betamax. Assim, pude gravar os clipes no momento quando passavam para que pudesse reassistir diversas e diversas vezes. Nestes anos do Som Pop gravei do Kiss os clipes I Want You, Love ‘Em And Leave ‘Em, Hard Luck Woman do Rock and Roll Over e I Love It Loud do Creatures of the Night. Um clipe que nunca conseguia gravar em vídeo cassete era o Rock and Roll All Nite do Dressed to Kill/Alive!, já que passava muito pouco. Como a recepção do sinal da TV através da antena não era lá aquelas coisas, muitas vezes eu gravava o mesmo clipe para poder conservar aquela versão com menos fantasmas/sombras.

Além dos videoclipes, outra opção para os fãs mais die-hard era através de uns cineclubes que passavam numa sala minúscula através de um aparelho de vídeo cassete e um telão alguns shows. Em São Paulo, os cineclubes que haviam era o Carbono 14 próximo ao Viaduto da Av. Nove de Julho e o Rock Show no Shopping Cal Center da Av. Brigadeiro Faria Lima. Era um bando de moleques amontoados, cheirando a álcool e suados vendo shows como o Iron Maiden: Live At The Rainbow, com Paul Di’Anno nos vocais, Black Sabbath: Never Say Die Tour, Black Sabbath & Blue Öyster Cult: Black and Blue Tour, etc. A programação do dia a gente tinha que ver na seção de Cinema dos Jornais Impressos, como o Estadão.

Outra contribuição cinematográfica para a montagem do acervo pessoal musical foi a animação cinematográfica Heavy Metal de 1981, mas que só consegui assistir em 1983, numa sessão especial para o colégio, que tinha uma agenda cultural interessante. Apesar do título do filme ser Heavy Metal, a trilha passava longe de ser Heavy, mas com grande destaque para a música Mob Rules do Black Sabbath.

E em 1983 veio a notícia que viria estremecer os solos brasileiros: o Kiss viria para um sequência de shows no Brasil. E não deu outra, tive que insistir para meu pai me levar no show do Morumbi com meu irmão que nem era muito fã do Kiss. Mas daí veio uma notícia estranha junto do estardalhaço, que seria a ausência de Ace Frehley e um novo figurinha chamado Vinnie Vincent.

A Revista Somtrês acabou requentando a marmita e lançou outra revista poster especial já com a nova formação e a resenha do Creatures of The Night. A passagem do Kiss no Maracanã teve direito a um programa especial, para variar recheado de baboseiras da TV Globo.

No Brasil, o LP Creatures of The Night veio lançado com um encarte com as letras, coisa rara naquela época.

Em relação ao show do Morumbi, eu mais escutava do que via, já que naquela época não havia telão. Logo só vi uns “carinhas” do tamanho do meu dedo mindinho. Mesmo assim o tempo passou rápido, pois conhecia as músicas.

Para uma vertente de alienados ou fanáticos, o Kiss era a representação do Diabo e contava-se na época que eles pisavam pintinhos no palco.

Outra coisa pouco comentada era que naquela época havia outra vertente de roqueiros mais “true” que consideravam o Kiss como um conjunto de 2a categoria, recebendo a alcunhas de fake, comercial, vendido, para criancinhas, músicos medíocres, etc. E em contraposição o must eram o Motörhead, Black Sabbath, Judas Priest, etc. Caso quisesse ser mais true metal, daí tinha que falar que gostava do Manowar, Anvil, Venom, sendo que estes grupos não tinham tiragens de LPs nacionais, só importados. A saída então era apelar para comprar as gravações dos LPs oficiais em fitas cassete que algumas lojas da Galeria do Rock faziam este tipo de cópia ou então pedir para algum amigo gravar (mas todos os meus amigos éramos uns fud****). Eu mesmo adquiri uma cópia da cópia, que foi um disco não-oficial chamado Bats Head Soup de um show do Ozzy Osbourne com Randy Rhoads.

Este tipo de bullying contra quem apreciava um determinado grupo fez com que eu não assumisse publicamente que gostava também do Mötley Crüe, cujo LP Shout At the Devil havia recebido uma crítica um tanto negativa pela Revista Somtrês. 

Naquela época, a imprensa de modo de modo generalizado não dava a mínima importância para os grupos de rock. A TV era outro antro que abominava o Heavy Metal, sobrando então poucas alternativas, como por exemplo as rádios, sendo que alguns programas passavam em horários malditos e que dificultavam o acesso, principalmente para quem precisava acordar cedo para ir na escola. As revistas também não davam bola e sobravam então as revistas importadas como a Hit Parader que a gente folheava na Livraria Siciliano.

Logo após o sucesso na América do Sul, o Kiss resolve dar uma cartada de peso. Tira as máscaras e lança o Lick it Up.

Como não consegui absorver o impacto desta mudança e pressionado por algo “mais adulto”, o posto de grupo mais preferido logo foi tomado por um outro conjunto que estava criando uma verdadeira legião de fãs (ou seria religião, dado o fanatismo), que seria o iron Maiden. Neste cenário de escassez de informações, os fãs de Heavy Metal devem agradecer o papel do Paulinho Heavy na introdução do Iron Maiden no Brasil. Mais detalhes aqui.

O Programa Som Pop na Tv Cultura exibiu os vídeo clipes de The Number of the Beast e Run to the Hills deixando a galera em polvorosa. Os LPs do Maiden foram lançados detrás para frente  a partir do The Number of the Beast, sendo também lançado nesta batelada o EP Maiden Japan.

Em 1985 é realizado o Rock in Rio, onde não pude ir, mas assisti pela Rede Globo algumas chamadas [NOTA DO EDUARDO: com a primeira passagem do Iron Maiden pelo país]. Numa perigosa mistura de estilos, estavam lá “os metaleiros” ao lado de outras tribos. E eram troca de farpas por todos os lados. O Herbert Vianna do Paralamas do Sucesso fez uma entrevista nas Páginas Amarelas da Revista Veja, onde falava que o Angus Young do AC/DC tinha dedos duros. Mais uma vez o Queen arrasava na platéia brasileira.

[ATUALIZAÇÃO EM 27/JUL/2015] – entrevista com Herbert Vianna:

Veja_1985_ACDC

Outro fato interessante a ser destacado na década de 80 é que verdadeiras obras primas do Heavy Metal estavam sendo lançadas nesta época e competiam a atenção do público, desfavorecendo o Kiss, que viu surgirem novos ícones. Para ilustrar estas pérolas do rock, logo no começo da década de 80, seriam lançados o British Steel pelo Judas Priest em abril de 1980, o Back In Black pelo AC/DC em julho de 1980, o Ace of Spades pelo Motörhead em novembro de 1980. E tivemos muita sorte de termos estes discos lançados no Brasil nesta época.

Um pouco antes no finalzinho dos anos 70, outro grupo que explodiu e que teve uma passagem não muito elaborada, foi o Van Halen, no mesmo ano em que o Kiss fez sua apresentação.

A vinda de um grupo para terras brasileiras sempre era uma comemoração a parte, mas de forma coincidente com meu gosto pessoal, sempre considerava uma maldição a passagem pelo Brasil pois considerava o trabalho seguinte dos artistas sempre mais fracos.  Por exemplo, após a vinda do Queen no Brasil teve o lançamento do decepcionante Hot Space, da qual só tem o megahit Under Pressure. Já o Iron Maiden lançou o Somewhere in Time, que considero que bem mais fraco que os trabalhos anteriores. O AC/DC após o estrondoso show  do Rock In Rio lança no mesmo ano o fraquísssimo Flick of Switch, sem mais a ajuda valiosa do produtor Mutt Lange. O Whistesnake teve mais sorte e teve umas das melhores formações da banda até hoje, com John Sykes e Cozy Powell, lançando Slide It In.

Após o furacão do Rock in Rio, o movimento do Hair Metal começou a ganhar muita força e muitas bandas começaram a se adotar uma abordagem à la Bon Jovi, o que achei de muito mal gosto.  O próprio Kiss foi contaminado por este movimento, bastando ver o clipe do Heaven’s on Fire do Animalize.

Para contrapor este movimento do Hair Metal, surgiram outras forças como o MetallicA, Megadeth e Helloween. Mas isto é outra história.

Em suma, no Brasil dos anos 1980 tínhamos acesso muito restrito às informações, bem como dos discos de vinil. A qualidade destes discos também não era lá estas coisas, tanto no que se refere a parte gráfica como no próprio som. Os equipamentos de áudio mais sofisticados sempre foram caros e o que tínhamos de mais acessível de qualidade eram os equipamentos da Gradiente. De resto só importado mesmo. Instrumento musical naquela época era o nacional Giannini, do qual acabei comprando um usado, que era um baixo réplica do Rickenbacker, que comprei através de um jornal de classificados chamado Primeira Mão.

Marcelo.

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Imagens das Revistas Especiais da Somtrês:

Revista Somtres_Kiss_DSC_2059 Revista Somtres_Kiss_DSC_2060 Revista Somtres_Kiss_DSC_2064 Revista Somtres_Kiss_DSC_2065 Revista Somtres_Kiss_DSC_2066 Revista Somtres_Kiss_DSC_2067 Revista Somtres_Kiss_DSC_2068 Revista Somtres_Kiss_DSC_2069 Revista Somtres_Kiss_DSC_2070 Revista Somtres_Kiss_DSC_2071 Revista Somtres_Kiss_DSC_2076 Revista Somtres_Kiss_DSC_2077 Revista Somtres_Kiss_DSC_2083 Revista Somtres_Kiss_DSC_2084 Revista Somtres_Kiss_DSC_2085 Revista Somtres_Kiss_DSC_2086 Revista Somtres_Kiss_DSC_2087 Revista Somtres_Kiss_DSC_2088 Revista Somtres_Kiss_DSC_2089 Revista Somtres_Kiss_DSC_2090 Revista Somtres_Kiss_DSC_2091 Revista Somtres_Kiss_DSC_2092 Revista Somtres_Kiss_DSC_2093 Revista Somtres_Kiss_DSC_2094 Revista Somtres_Kiss_DSC_2095 Revista Somtres_Kiss_DSC_2096 Revista Somtres_Kiss_DSC_2097 Revista Somtres_Kiss_DSC_2098 Revista Somtres_Kiss_DSC_2099 Revista Somtres_Kiss_DSC_2100 Revista Somtres_Kiss_DSC_2101 Revista Somtres_Kiss_DSC_2103


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